30 novembro 2009

O dia do estupor: a globalização acabou

Estupor profundo. Acabou, desfez-se em poeira. Os blogues portugueses, bem como os jornais e as estações de televisão não se atrevem olhar. Ficaram hirtos de medo. Tanta confiança e arrogância nos esquemas, nas pirâmides, nas bolhas e na "mão invisível", tanto hino ao Homem Novo dos cartões de plástico, dos "produtos financeiros" e das "comunicações" fulminados pelo raio da morte. Com a morte do Dubai, caiu por terra a religião do dinheiro sem trabalho e sem propriedade. O que terão agora os messias da usura para vender no mercado global das ideias descartáveis ?

2 comentários:

Manuel Brás disse...

As ideias descartáveis
dos messias financeiros
são actos insuportáveis
de genuínos trapaceiros.

O estupor dourado
a poucos passos de ruir,
um capitalismo marado
que tem de se banir!

O paraíso artificial
de luxuosa opulência
origina um ar glacial
de imprevista violência.

Os Prozacs encaixotados
sobre terrenos arenosos
produzem ideais untados
por agiotas pantanosos.

Nuno Castelo-Branco disse...

Conversa entre árabes.

- O que fazia o teu pai?
- Era cameleiro
- E o que fazes tu?
- Vendo limusinas e tenho sete delas em casa.
- E o que irá fazer o teu filho, quando crescer?
- Será cameleiro. de certeza, inch allah!