11 novembro 2009

A mãe de todas as guerras


Passa hoje mais um aniversário sobre o armistício de 1918. Uma guerra que começou com um aborto diplomático e se prolongou como um absurdo militar, terminou com um tratado que abriu portas ao comunismo e criou todas as condições para o ascenso do nazismo. A Europa deixou-se seduzir pelo infantilismo de Wilson, destruindo o grande aplacador do tribalismo nacionalista (a Áustria-Hungria), o Califado Otomano e o Império Alemão, coração e cérebro do equilíbrio continental. Os europeus têm, pois, razões suficientes para nesta data reflectirem sobre a sua desgraça e o fim do Euromundo.


Le Chant de la 2e DB

1 comentário:

Carlos Velasco disse...

Caro Miguel,

Quanto mais leio sobre esta guerra, mais intrigado fico.
As ligações entre o grupo que matou o arquiduque Francisco Fernando, o Mão Negra, com agentes de sua majestade britânica, já são algo para se pensar.
As ordens de Londres para que Trotsky, detido no Canadá (Halifax se não me engano) quando ía a caminho da Rússia vindo de NI, fosse solto, também causam estranheza.
Outro facto que levanta suspeitas é a actuação de Lord Cecil, fervoroso defensor da Liga das Nações, enquanto Minister of Blockade, cargo que já era em si uma aberração.
Quanto mais estudo estas coisas a fundo, melhor entendo o porquê de alguns chamarem aquelas ilhas de Pérfida Albion.

Cumprimentos "paleoconservadores".