14 novembro 2009

Dores de dentes da parvalhização


A primeira parvalhização anunciou-se no Great Gatsby (1922), terminou em 1929 com banqueiros atirando-se dos arranha-céus da Wall Street, deixou rasto de medos e monstros em King Kong (1933) e persistiu como pesadelo até finais dos anos 60 em Os Cavalos Também se Abatem. Terminou com Hitler como chanceler e com a deriva socialista de Roosevelt nos EUA, à mistura com muito Al Capone, John Edgar Hoover e Himmler. Epílogo: o triunfo militar da URSS e o embelezamento do comunismo, o ópio do século XX.

A segunda parvalhização anunciou-se no Código Da Vinci (2003), explodiu em 2008 com a pirâmide de Madoff e deixa o patético 2012. Dizem os peritos que a crise está lá e que os seus efeitos se prolongarão por muito tempo. Cansados de guerras inúteis, os ocidentais vingam-se agora em todas as questões relacionadas com o sexo. É o regresso do falso moralismo e do beber até cair para o lado que faz as delícias dos Savonarolas de algibeira. Terminará tudo isto com a chegada de um novo tipo de homens providenciais ? Aguardemos a chegada de Tempos Interessantes, segunda parte.