09 novembro 2009

A década perdida

César das Neves afirma que Portugal perdeu dez anos a alimentar quimeras, a investir onde não devia e a desculpar-se pelos efeitos da globalização e da entrada em cena do Euro. Eu adianto: Portugal não perdeu uma década, mas duas ou três, investindo oito anos no modelo socialista que em 1975 era já caso estudado de clamoroso fracasso, mais quinze anos de subsídio-dependência e protectorização económica face à Europa, mais dez de políticas paliativas e populistas. Portugal é um país pobre e como tal deve viver. Portugal não se pode dar ao luxo de alimentar 100.000 funcionários políticos parasitários, que nada produzem e são factor de imobilização, mais 750.000 funcionários públicos que em 1974 eram 170.000. Sem resolver o problema dos comensais cativos à mesa do orçamento e sem dispensar metade do funcionalismo, nada feito.

2 comentários:

Manuel Pinto de Rezende disse...

Caro Miguel,

750mil + 100mil,

mais os 375mil do RSI,

estudantes, reformados e militantes-

todos são o Partido do Estado, logo, este nosso modelo tão cedo não acabará.

Maria da Luz disse...

Não vou negar as evidências...Mas Portugal não andou, também, a investir mal, a gerir pessimamente, a desviar fundos europeus ilicitamente, a ser vítima de corrupção desmedida?!...
Como disse Mário Crespo, cada Mercedes oferecido por um corruptor, para conseguir uma obra pública, daria para modernizar duas casa degradadas...Cada camião de areia desviado da obra de uma auto-estrada, daria para que a estrada não estivesse sempre a precisar de remendos...
E depois há, ainda, os subsidiados de luxo...