08 outubro 2009

Furacão Mariza atinge Banguecoque




Foi uma enchente digna de memória. O Centro Cultural da Tailândia recebeu hoje com grandes aplausos Mariza. Muitos portugueses residentes nos países circunvizinhos vieram à Tailândia unicamente para ouvir o fado. A sala, enorme, quase esgotou, e raros foram os assistentes que ousaram abandonar o espectáculo. A barreira da língua já não é, decididamente, óbice para a internacionalização da cultura portuguesa. Mariza pensa grande e não teme a concorrência do duvidoso merchandising americano, pelo que cheia de confiança ousou defrontar vitoriosamente o monopólio que a língua inglesa detém neste país desde o século XIX. O segredo é, sem dúvida, a qualidade da cantora, o seu repertório aliando o antigo ao novo, a soberba orquestra e guitarristas que a acompanham, o décor à Fritz Lang, a opulência do trajo, a promoção bem feita junto de jornais e televisões. Esta é a verdadeira diplomacia cultural, sem inibições, com risco calculado e sem mácula de amadorismo. Os embaixadores de Portugal, satisfeitíssimos, tiveram ainda a adicional alegria de receberem a princesa Maha Chakri Sirindhorn, que ofereceu à fadista portuguesa, na pessoa do Embaixador Faria e Maya, um enorme ramo de flores. Em frente do grande auditório, dúzias de automóveis embandeirados eram testemunho da comparência em peso do corpo dioplomático acreditado na Tailândia. Hoje foi um dia grande.Que venham outros.

Miguel Castelo Branco

1 comentário:

adsensum disse...

Pese embora gostar muito de Fado, não o aprecio cantado pela Mariza. Acredito, ainda assim, que tenha sido uma noite em grande. A puxar ao saudosismo do Miguel. Certo?