23 outubro 2009

Combustões no Camboja


Os próximos dez dias serão passados no Camboja, onde estou a fazer trabalho relacionado com a presença portuguesa, pelo que aproveitarei a oportunidade para enviar aos leitores breves apontamentos. Parece, afinal, que Pol Pot, um feroz nacionalista, deu instruções precisas aos seus esbirros para que o património arquivístico khmer não fosse tocado na sanha purificadora do Ano Zero. O mesmo não aconteceu com a Biblioteca Nacional cambojana, que foi transformada em cozinha para os conselheiros chineses, que utilizaram as colecções para alimentar os fogões.
Estando presentemente a reunir documentação produzida durante os reinados de Norodom (1859-1904), Sisowhat (1904-1927) e Monivong (1927-1941), ou seja, durante o protectorado francês, espero poder demonstrar a influência da minoria luso-khmer, fruto da missionação dos séculos XVI e XVII e da chegada de refugiados portugueses após a queda de Macassar (Celebes).

3 comentários:

Nuno Caldeira da Silva disse...

Também estou em Phnom Penh

Nuno Castelo-Branco disse...

Acho bem que comeces a compilar os dados. Aliás, nem posso crer noutra coisa. serviço de Portugal.

Alfarelense Camonista disse...

Srs.,
Poderiam dar-me alguns caminhos na NET que eu possa encontrar papers sobre a presença portuguesa no Cambodja nos sec. 16 e 17, principalmente.
Sou pesquisador e divulgador da cultura portuguesa no mundo e agora trabalho na pesquisa dessa região.
Sou português de Alfarelos,região de Coimbra, e vivo no Brasil há mais de 50 anos.
Congratulo-me com vcs pelo trabalho que desenvolvem.
Agradeço, antecipadamente, a atenção que puderem dar-me.
Recomendações,
Ademar F de Araujo
Barueri - Sao Paulo - Brazil