22 outubro 2009

América antes do fim

Leptis Magna, um Monomotapa na Líbia

"Você também é latino ? Mas você tem pele branca. Não tem avós afro-americanos ou índios ? (...) Esses latinos que fizeram Roma mostram a capacidade do homem negro para erigir civilizações. Depois, saíram de Espanha e Portugal e foram colonizar o Brasil e o México. (...) A propósito, os portugueses ainda falam africano ?".

Garanto que tudo isto me foi ontem dito por um americano, auto-intitulado professor universitário "especialista" em "Afro-latino gender studies". Tinha na mão uma delirante invencionice sobre Septímio Severo, nascido em Leptis Magna, na actual Líbia, o "primeiro africano" a chegar à liderança de um império mundial; ou seja, um Obama do século II. É a América, o fim da universidade, a barbarização triunfante, o enterro do Ocidente. O que podemos fazer ?

9 comentários:

NanBanJin disse...

Hilariante.

A mim, felizmente, todos os que tenho encontrado aqui no Japão (poucos, até ao momento, diga-se) não me decepcionaram. Via de regra mostram um mínimo de saber sobre Portugal, e sobre história universal e geografia em geral.
Mas a espécie aqui revelada pelo Miguel realmente parece longe de se achar em vias de extinção.
Não deixa de ser caricato.

NBJ

Hugo disse...

Invejo a paciência do Miguel para lidar com esses imbecis

Pedro disse...

Os americanos tem o vicio de olharem para o passado sempre com as lentes do presente. Sao um povo bidimensional, incapaz de qualquer perspectiva historica. E pensam que o mundo gira a' volta das suas picuinhices nacionais.

fbarragao disse...

Caro Miguel,

O "enterro do Ocidente" é alimentado pelo ódio que o branco devota a si mesmo. É daí que vêm essas teses mirabolantes, sugeridas por negros (em muitos casos) e apoiadas pelos "liberals" habituais. O seu "académico" deve ser um dos dois tipos de gente. Só a especialidade "académica" é de fugir...

Continue o bom trabalho no blogue.

Cordialmente,

Fernando Barragão.

Rui Moio disse...

«É a América, o fim da universidade, a barbarização triunfante...»

Os saxónicos vêm os portugueses - como os negros latinos que falam africano e que construíram civilizações no Brasil e no México.
A História faz-se de mitos e há que manter e defender os nossos - mitos ou verdades (?) pouco importa, até porque é impossível estabelecer a fronteira.
Os portugueses são um povo de muitos povos e de muitas mestiçagens, fomos e somos mais negros que brancos, pré-destinados, no passado, como, talvez ainda possamos ser no futuro próximo, para um grande destino mundial e, isto, apesar da grande traição e do terrível holocausto que se abateu sobre o todo nacional há 35 anos. Naquela altura, continuava-se a construir um Portugal pluriracial e pluricontinental como sempre fomos. A Expansão foi obra de muitos povos, de todas as cores que serviram a bandeira ultramarina de Portugal durante séculos. Não é só a língua que une a lusofonia. Somos um povo, éramos uma nação. À lusofonia compete levantar o grande Portugal de amanhã, (com este ou outro nome). Já o Brasil é a continuação de Portugal como tão bem o Miguel o disse há dias num post publicado neste magnífico blogue.
Rui Moio

Euro-Ultramarino disse...

Caro Miguel,
Acredito piamente no relato. Vivi uns tempos nos EUA e posso dar testemunho deste tipo de asneira proclamada com altivez harvardiana.
Basta ligar a TV e relaxar. Ah!... pobre Lácio! E pobres de nós!
Abr. amigo

Nuno Castelo-Branco disse...

Ainda há uns poucos meses, uma "professora universitária" afro-americana (como eles gostam estupidamente de sublinhar), gritava estridentemente, a propósito de uma celebridade da Antiguidade:

"Yes! Cleopatra was black like us!"

salva de palmas na aula cheia de acólitos negros muito risonhos e parvos brancos com aquele imbecil acenar de cabeça que tão bem os caracteriza. Isto é verdade!

Quanto ao que o Rui Moio diz, limito-me a assinar por baixo. É isso mesmo.

Carlos disse...

Caro Nuno:

Infelizmente, é este o tipo de estupidificação que está a ser içado a foros de grau académico. E essa imbecil afro-qualquer-coisa de que fala é tão ignorante que nem sabe que Cleópatra era tão egípcia quanto eu, e muito menos negra: era uma Ptolomaica, de origem grega, portanto, e muito provavelmente ariana. A demonstrar está o seu «estranho» nariz, que continuava a linha da testa até à extremidade, e que causava espanto aos romanos então já pouco habituados ao perfil helénico.

Realmente, devia-se pôr um embargo a qualquer destas desculturas que provêem do Além-Atlântico; e por acrescento também às provenientes dos manga-de-alpaca bruxelenses, com o seu inenarrável Bolonha (sem desprimor para a antiga cidade e universidade, de antes das invasões bárbaras da actualidade).

Cumprimentos e saudações monárquicas.

Carlos Velasco disse...

Afro-latino gender studies? Isso é um caso para a psiquiatria ou para a polícia.