12 setembro 2009

Em meia dúzia de linhas (1): colonizadores e exploradores


As potências que detiveram impérios coloniais dividem-se em dois grupos: aquelas que povoaram, desbravaram selvas, trabalharam a terra, casaram com os colonizados e com eles partilharam sacrifícios e aquelas que sorveram até ao tutano o trabalho e a riqueza dos territórios. Que traços humanos e materiais relevantes sobrevivem hoje dos impérios holandês, belga, francês, alemão e italiano ?

10 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Vários:
França: Bokassa, o extremismo islamita no norte de África, a submissão dos próprios franceses aos ditames dos imãs da grande mesquita de Paris, o sr. Sassou N'Guesso, o Sekou Touré e a liquidação irreversível da língua francesa fora da Europa.

Bélgica: o zero mais absoluto, somado a Mobutu e Kabila.

Holanda: 400 anos na Indonésia, país com quase 200 milhões de habitantes e onde ninguém sabe sequer dizer "bom dia" em neerrlandês. A única recordação que fica: o apartheid boer na África do Sul.

Itália: zero!

Alemanha: a Goeringstrasse em Vindóque e a recordação da retirada do Tanganica em 1919, deixando atrás de si um rasto de escombros: limitaram-se a dinamitar tudo aquilo que tinham construído.

Raimundo_Lulio disse...

Um assunto interessante para reflectir e que poucos ousam em aflorar.

Deolinda disse...

Truz! Truz!...:)
Só queria expressar os meus afectos pelos horizontes propiciados, aqui, no seu blog, onde silenciosa e nostalgicamente vou deambulando, com assiduidade...
Tenho reflectido sobre ideologias que estão a abrir-me novos carreiros; estou a reaprender o valor do patriotismo e, sobretudo,
tenho encontrado o meu eu adolescente a corresponder-se com um jovem da Tailândia, numa partilha de saberes e culturas, muito saborosa...
Obrigada e Parabéns!

Carlos Velasco disse...

Senhor Miguel,

Não seja injusto para com a Holanda. Ela criou o glorioso, culto e rico Suriname.

Cumprimentos.

João Pedro Ferrão disse...

Nuno, não seja tão injusto. Os Holandeses até deixaram uma língua nova na África do Sul. :)

Diogo disse...

Nada.

E que dizer da Gripe A?:

Jornal Nacional da TVI (7 de Setembro de 2009) - o embuste da Gripe A e os biliões ganhos pelas farmacêuticas com o medicamento Tamiflu

Jornalista da TVI: Um dos homens que mais tem lidado com a Gripe A em Portugal é o Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral. Fernando Maltês afirma que a Gripe A vai matar menos gente do que uma simples gripe sazonal (gripe comum), que é mais inofensiva e trata-se, na maioria dos casos, com antipiréticos. O Director Geral de Saúde Espanhol é da mesma opinião.

Director Geral de Saúde Espanhol: Se morrem muitas pessoas em Espanha por contaminação atmosférica, ninguém presta atenção. Ou se morrem tantas pessoas por fumar, ninguém lhes presta atenção. Mas se, pelo contrário, morrem duas pessoas com gripe, presta-se muita atenção. É lógico, eu entendo, mas pouco a pouco a sociedade tem que amadurecer e dedicar o tempo que cada problema requer em função da sua gravidade.

Dr. Fernando Maltês: O Tamiflu, desde o princípio desta pandemia, tem sido encarado pela população como uma espécie de fármaco milagroso, o que não é verdade. E no que diz respeito à eficácia, concretamente no vírus da gripe, é uma eficácia que está, digamos, mal documentada. Se houver um conjunto de factores que digam – vale a pena administrar o fármaco – o médico administra, caso contrário, balançando os efeitos benéficos com os potenciais riscos, é preferível não administrar.


Jornalista da TVI: Já lá vão quatro meses desde que foi confirmado o primeiro caso de Gripe A em Portugal e, até agora, não há qualquer morto a registar. Em média, por ano, morrem em Portugal mais de mil e quinhentas pessoas de gripe, sem aberturas de telejornais e sem a Ministra da Saúde todos os dias nas televisões.

A verdade é que o mundo está preocupado com a Gripe A e já há empresas a ganhar milhões à custa do H1N1 (vírus da Gripe A) . A farmacêutica Roche, por exemplo, cujas vendas do seu Tamiflu caíram quase 70% quando o mundo percebeu que já não havia perigo de uma Gripe Aviária, vê agora as vendas desse mesmo medicamento dispararem em mais de 200%.

Ajuda importante também para a Glaxo Smith Kline, o laboratório britânico a quem Portugal já encomendou seis milhões de doses da vacina contra a Gripe A, a 8 euros cada uma (48 milhões de euros) , teve um ano difícil do ponto de vista financeiro. Eis senão quando, surge o tal vírus, H1N1, que deverá render, só ao laboratório britânico, cerca de dois mil milhões de euros, tendo em conta que as encomendas estão quase a atingir as trezentas milhões de doses.

VÍDEO da notícia na TVI

Nuno Castelo-Branco disse...

Quanto ao que o Diogo aqui informa acerca da gripe A, estou tão ralado com a dita cuja, como com a hipótese de um Concorde aterrar no telhado do meu prédio. Ui que medo!

João Pedro disse...

O Suriname é ainda hoje holandês, logo nem é "despojo". Mas para vermos bem a comparação entre o que restou dos traços portugueses e holandeses, ir a Malaca deve ser elucidativo.

Carlos Velasco disse...

Caro João Pedro,

Penso que o senhor confundiu o Suriname com Curaçao.
É verdade que o Suriname ainda é holandês de facto, apesar de não o ser de direito. As tropas holandesas até treinam guerra na selva por lá.
Mas eu estava ser irônico. Aquilo não é uma nação, é um território ocupado por coolies e descendentes de escravos africanos que viraram índios.

Cumprimentos

João Pedro disse...

Tem toda a razão, Carlos Velasco. Estava antes a confundir com a Guiana Francesa. Obrigado pela chamada de atenção.