16 agosto 2009

Nota dominical: festins sardanapalescos

Em Banguecoque ninguém morre à míngua de comer. A Tailândia nunca conheceu fomes, salvo durante os anos da guerra, quando os "aliados" japoneses se apoderaram da produção de arroz e a fizeram sair sem pagar dos portos siameses em direcção ao país do Sol Nascente. Aqui, o gosto de comer nunca se transformou em obessão, mas faz parte, naturalmente, da cultura local. Os thais comem sete ou oito vezes por dia - pequenas refeições - e até ao advento da comida-lixo norte-americana, a obesidade era constitutiva de alguns indivíduos com predisposição genética para engordar. Há quem não goste de comida tailandesa - a cada um o seu direito - pelo que aos estrangeiros é possível alterar todos os dias, degustando em mil e um restaurantes o que de melhor as gastronomias importadas oferecem. Para os que não pensaram ainda no que vão comer hoje pelo jantar, sugiro:


Sortido de carnes libanesas, acompanhadas de salada e pickles bem ácidos e molho de iogurte.

Um sukiaky japonês com vegetais cozidos, raviolis de camarão, cogumelos e soja.

Uns pastelinhos japoneses de carne condimentada com ervas, molho branco e cobertura de sésamo, acompanhados por uma sopa miso.

Um bibimbap coreano, com acompanhamento de kimchi bem ácido e pastelinhos de peixe frito.

Lagosta frita acompanhada de molho agridoce. Sendo um prato tailandês, disseram-me ter sido importado da cultura malaia, posto que deve ser acompanhado por arroz de colorau. Provei e é, a todos os títulos, uma surpresa.

Para os que fazem regime, uma salada de salmão com acompanhamento de uvas, passas, melancia e alface.

Para terminar, uma coisa assombrosa chamada kulfi: leite, amêndoas, pistacho e açúcar. Serve-se bem frio. Bom apetite. Para a semana há mais !

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Quando aí ia, jamais comia refeições "farang", pois a diversidade tailandesa é espantosa. E deliciosa.

hotelmacau disse...

Eu venero a comida tailandesa. Felizmente em Macau ainda se consegue provar boa gastronomia thai.
O kulfi parece divinal