14 agosto 2009

Ecos do Ramayana


Esta é, felizmente, uma "Sociedade Antiga" que vai resistindo como pode à chamada globalização, sinónimo de muito lixo que se transformou em ouro pelas bandas do Ocidente. Fiéis ao Ramakien - drama clássico da cultura da corte, versão thai do Ramayana compilada e reescrita pelo Rei Rama II - ao Lakhon, peças de enredo e gosto populares, onde a música, a dança e o riso se fundem, do Like (ópera popular inspirada nos contos e lendas) ao Nang Talung (marionetes e silhuetas), há centos de grupos profissionais e amadores que enchem recintos e teatros. Atraído pela estridência e pelo ritmo "indianizado" dos instrumentos, entrei no Estádio Nacional em frente de minha casa e por ali fiquei duas horas. Esta gente ama aquilo que faz, pois reparei que durante todo o espectáculo nunca deixaram de sorrir e até gargalhar, oferecendo-se à fotografia sem pose.
Ao terminar, falei com o músico do sino circular. Disse-me que todos os músicos frequentaram escolas superiores de música e que a companhia é inteiramente financiada pela Rainha Sirikit. Aqui está ! Se um dia vencesse o Pimba político, tudo isto desapareceria. As coisas estão todas ligadas.

3 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Como é se dirá, ou cantará na versão tailandesa o "Quero cheirar o teu bacalhau", do Quim barreiros? Com república aí, ao fim de um ano devem estar a cantar "quero cheirar o teu nam plá"!

Nuno Caldeira da Silva disse...

Não é nam pla é PLA KA YAO

Nuno Castelo-Branco disse...

Nunca ouvi tal coisa: quando aí vou limito-me a pedir "plic-nam-pla" (prik-nam-pra) e eles trazem o que quero. O yao? Jamais escutei.