27 maio 2009

Ajudar os outros também é servir Portugal


Realizou-se ontem no aeroporto internacional de Banguecoque uma passagem de modas visando promover as sedas tailandesas, muito popularizadas no Ocidente desde que o fogoso empresário norte-americano Jim Thompson, que aqui chegou nos anos 50, resolveu produzi-las em grande escala, salvando-as in extremis de desaparição. Hoje, as sedas tailandesas já não são apenas consideradas como adereço exótico. Receberam um toque cosmopolita, são muito procuradas pela qualidade e requeridas por designers de moda e decoradores para as mais diversas aplicações. Sendo importante fonte de receitas para a economia do país, não é estranhar que o Primeiro-Ministro assistisse ao acto. Porém, Abhisit Vejjajiva não contava com uma feliz surpresa.

Para esta acção promocional, as embaixadas acreditadas em Banguecoque decidiram oferecer à Tailândia a simpatia, beleza e elegância das suas embaixatrizes, que se dispuseram desfilar pela passerelle fazendo causa comum com o governo thai. A nossa embaixatriz Maria da Piedade Faria e Maya, digo-o sem reserva, fê-lo com desenvoltura quase profissional. É assim que se faz diplomacia. A diplomacia, como aqui lembrei há tempos, não se deve limitar às tarefas impostas pelos preceitos da negociação entre Estados; é uma arte de relações públicas e humanas que requer um sorriso, saber fazer amigos e conquistar simpatias. Ajudar os outros é, também, servir a boa imagem do nosso país. Se todas as representações portuguesas espalhadas pelo mundo o fizessem com a mesma presteza, os frutos dessa entrega depressa se converteriam em benefício para Portugal.

Abhsit visivelmente encantado com a recepção que lhe fizeram as embaixatrizes

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

E foi com a cor nacional, o azul. Muito bem.

António de Almeida disse...

Há embaixadas e embaixadas. Espero sinceramente que isto seja falso:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383715&idCanal=12