29 abril 2009

Futuro Rei da Tailândia / สุขสันต์วันเกิดพระเจ้าทีปังกรรัศมีโชติ


Faz hoje quatro anos o Príncipe Dipangkorn Rassamichot. Por todo o lado vejo pessoas, novas e velhas, de todas as condições sociais com o retrato do miúdo aposto na lapela. Vai ser, está escrito, o futuro Rei da Tailândia. É esta a força da monarquia: colocar desde os primeiros dias os reis junto do povo, transformando-os em família de qualquer um. É a grandeza e a fortaleza, mas, sobretudo, a humanidade da instituição. O poder personalizado é garantia contra as perigosas e enganadoras tentações da abstracção. Nesta criança não há cálculo, intriga política, maquinação, cumplicidade ou jogo de relações públicas, mas simplesmente uma criança sorridente e travessa. Os tailandeses nela identificam, simplesmente, o futuro do país.

7 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Giro, o bebé.

Nuno Caldeira da Silva disse...

Como esta metropole é grande. No dia do aniversário do jovem Príncipe fui ao King Prahjadipok Institute (www.kpi.ac.th) o mais prestigiado think-tank da Administração Pública na Tailândia onde estive com o Secretário Geral e o número dois, ambos redactores da actual Constituição. Posteriormente falei para cerca de 100 Altos Funcionários e nem uma pessoa tinha uma referência ao Principe. nada na lapela nem nada na voz pois ninguém o referiu. Ví variadas fotografias do Rei, se bem me lembro também da Rainha e da Princesa Sirindhorn e foi tudo.
Bangkok é tão grande e tão diverso.

Combustões disse...

Pois, eu costumo ir ver as coisas que me interessam e fui à inauguração da Feira do Brinquedo, onde havia milhares de pessoas e...todas com a foto do miúdo na lapela. VI COM OS OLHOS e não li em jornal algum.

Nuno Caldeira da Silva disse...

Pois é Miguel mas não será bem "por todo o lado". Eu posso dizer exactamente o contrário por muito que aprecie o rapaz e a Monarquia. Se vires hoje de todos os jornais que recebemos no escritório só dois, Matichon e Manager, trazem uma referência ao evento.Aqueles com quem, ver profissional,ontem estive são o topo da Função Pública os mais fieis servidores do reino e nenhum manifestava esse sentimento. De igual modo na hora do almoço, no mercado onde sempre vou e que está pejado de pessoas não vi nenhuma com algum indicativo sobre o evento. Nada disto tem a ver com o pequeno, que nada mais é neste momento do que um míudo, como os meus netos, que quer e deve brincar como se faz nessa idade, nem com a Monarquia a que ele está associado. Poderá que venha a ser o futuro rei mas deixem-no viver a infância de que necessita. Contudo se virmos bem a história sucessória tailanbdesa recente até nem sáo os filhos que sucedem aos pais e portanto tudo pode acontecer até porque a Lei de 1926 é sujeita ás mais variadas interpretações sobre a sucessão.
Agora dizeres "Por todo o lado vejo pessoas, novas e velhas, de todas as condições sociais com o retrato do miúdo aposto na lapela", é tomar o pequeno arbusto por uma floresta tropical.
Um abraço amigo

Combustões disse...

Tenho de ir ao oftalmogolista. Talvez viva no mais republicano dos países ou interpreto mal aquilo que vejo, como o fiz com o Thaksin quando todos o idolatravam, ou até com os vermelhos, coitados, gente amável, pacífica e carregada dos melhores propósitos, até assistir, na rua, àquilo de que eram capazes.

Nuno Castelo-Branco disse...

É a sina das monarquias, Miguel. Antes de subir ao trono, o rei João Carlos era, na opinião de fontes fidedignas, "um pobre imbecil". Viu-se.
Quando D. Duarte alertava para o péssimo Tratado que Portugal celebrou com a então CEE, todos se riram. Hoje, estamos sem agricultura, sem pescas, sem indústria, sem marinha mercante, etc. Quando andou mais de vinte anos a lutar pela causa de Timor, foi o que foi e isto, quando nulidades como o Sampaio diziam que não passava de "uma ilha indonésia".
Durante anos e antes de começar a dar entrevistas, o Príncipe de Gales era "um pobre pateta". Hoje é quem bem conhecemos, ou seja, um intelectual consciente deste nosso miserável mundo e que defende as causas que a todos dizem respeito. Sempre gostava de assistir a um frente a frente entre Carlos Windsor com Cavaco, Soares e Sampaio. Todos juntos de preferência. No dia seguinte, tinhas a bandeira azul e branca na Câmara Municipal de Lisboa.

Nuno Caldeira da Silva disse...

Mas que confusões vão por ai. Alguém falou de Monarquias vs Republicas? O que eu falei foi de um facto muitos simples. Não é por todo o lado que se vê as pessoas com o pequeno na lapela. Aqueles que o não têm podem ser os mais leais dos leais servidores do reino só que por acaso não trazem a fotografia do Príncipe na lapela.

Ir ao oftalmologista Miguel só se for para ele te ajudar a ver que o Mundo é muito grande e muito diverso e não só compostos de bons e maus. O povo tailandês já compreendeu por exemplo que não são só amarelos e vermelhos que lhes perturbam o dia a dia e até o próprio Sondhi L diz hoje na entrevista que dá cujo título é “ Não odeio os vermelhos”. A diversidade cultural é a mais importante peça na nossa aprendizagem. Felizmente li os Discursos de Salazar e grande parte da obra de Lenine, li Nietzsche e Sun Tzu, defendi causas (uma delas a tua nos inícios dos anos 60) e estive preso por elas, mas aprendi que há opiniões contrárias. O que não há é factos contrários e o que eu descrevi é um facto. O julgamento sobre a interpretação dos factos deverá ser feito por terceiros.