15 abril 2009

Aqui d'El Rei


Foi anteontem apresentado ao público em Lisboa o livro Aqui d'El Rei, antologia de textos publicados ao longo dos últimos anos na imprensa escrita por João Matos e Silva, Vasco Teles da Gama e Nuno Pombo. Não me podendo pronunciar sobre o seu conteúdo, pois só nas próximas semanas terei acesso a um exemplar, não posso deixar de assinalar a probidade dos autores e a crescente afirmação de um pensamento monárquico português que se autonomizou de linhas de força datadas e de questões hoje absolutamente irrelevantes como contraproducentes para a afirmação de uma opção monárquica no quadro do tempo presente. Acabou o tempo dos reposteiros, das heráldicas e das genealogias, como acabou o tempo dos "corpos intermédios", da teimosa recusa do governo representativo e da concepção, errada como perigosa, de uma chefia de Estado dinástica com atribuições executivas. Intérpretes desta mudança, os autores terão reunido sistemática, coerente e atraente bateria de argumentos que tornam possível aos novos monárquicos desenvolverem a defesa da restauração como imperiosa necessidade de aprofundamento das liberdades individuais e da preservação da identidade nacional.

11 comentários:

Helena Branco disse...

Vou comprar! quero deixá-lo aos meus netos!

Obrigada

cristina ribeiro disse...

Provavelmente o Miguel ainda o lerá antes que eu o faça :)

Samuel de Paiva Pires disse...

Assim possamos continuar este ingrato combate...

João Mattos e Silva disse...

Muito obrigado Miguel pela antecipada justiça que nos faz na defesa de princípios, de valores e de uma visão moderna da Monarquia que é , cada vez mais, essencial para preservar o que resta do Portugal que a república foi sistematicamente destruindo. Um abraço

Armeiro Menor disse...

Ó Miguel, não confundas as "heráldicas" com a Heráldica! ;) De resto, inteiramente de acordo. Tenho que te escrever com mais tempo!
Grande abraço, JP

Nuno Castelo-Branco disse...

Tem muito interesse, como comprovarás.

Combustões disse...

João Mattos e Silva:
Acabou o tempo das brincadeiras e sofisticações. Chegou o momento de nos unirmos e vencer o futuro. As torres de marfim - o marfim está proibido ! - que fiquem onde sempre estiveram, ou seja, em nenhures.

Armeiro Menor:
A heráldica é uma preciosa ciência auxiliar da História e deve ser cultivada como fonte de conhecimento. Sabe que não me referia aos sabedores mas aos lunáticos.

Pedro Leite Ribeiro disse...

A comprar! Confesso que tenho medo desses "reposteiros" e seguintes. São dos melhores argumentos dos opositores de Portugal (vulgo, republicanos).

Pedro Leite Ribeiro disse...

Se desejar ver a apresentação...
http://www.youtube.com/watch?v=iIZ1HBmr_B4

Pedro Botelho disse...

A ver se consigo perceber. A ver se não entrámos definitivamente nos jogos novilínguisticos de palavras.

Acabou o tempo dos reposteiros. Das heráldicas. Das genealogias. Dos "corpos intermédios" [no pelourinho das aspas e tudo]. Da recusa do governo representativo [bonita confissão, sim senhor]. E da concepção de uma chefia de Estado dinástica com atribuições executivas...

Mas então a tal "restauração" que aí vem vai ser restauração de quê?

Da pureza pluriárquica?

Da Coisa Pública coroada por figuras patéticas desprovidas de poder -- quanto mais de poder singular -- a bem do poder tablóide, à inglesa?

Onde é que tudo isso deixa a ansiada μοναρχία, a menos que as palavras se tornem meras conveniências desprovidas de verdade, para salvar a face ideológica?

Pedro Botelho disse...

"Novilinguísticos", é claro. Novilíngua, mas não tanto.