26 março 2009

Pasquim



Sou pontual, mas desta vez faltei à festa. Resta-me a alegria de poder entregar a prenda ao aniversariante quando os restantes convivas partiram. Falo, certamente, desse admirável blogue que nos habituou a discutir até à ofensa aquelas sacrossantas banalidades que o mundo moderno elevou a dogmas. Falo, claro, do Pasquim da Reacção, tribuna dura de roer para os ideologismos privados de outra sustentação que não seja a de se repetirem à náusea. A inteligência não requer unanimidade e o exercício do debate dispensa a exaltação. O Pasquim é carré, quase previsível, de uma coerência de espantar; é uma âncora e um prazer poder seguir-lhe a exposição clara, fundamentada e desapaixonada. Quaisquer que sejam as discordâncias, essas são pouco mais que nada na exibição de tão boa cabeça na arte de pensar.

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

E não é de somenos sublinhar a ausência das obsessões do dia a dia que arrastam pela lama nomes e reputações. Bem escrito, de uma grande solidez ideológica, impressiona pela seriedade É realmente, um outro nível. Quem me dera!

O Corcunda disse...

Caríssimos Miguel e Nuno,

Eu já não sei o que posso dizer mais. Só agradecer a generosidade extrema e o reconhecimento, que, vindo da vossa parte, me faz sentir entre os "grandes".
A blogosfera é um caminho e muito me alegra ter-vos como companheiros na caminhada. Conto convosco sempre para ajudar, discordar, na busca do destino.

Um abraço a ambos