09 janeiro 2009

Eu andava a sujar-lhe o blogue



Vieram dizer-me, espantado fiquei, ingénuo sou, que um homem que aqui apresentei há tempos como exemplo de coragem se havia queixado a amigos - barbadinhas barrigudinhos e sorridentes, como devem ser os adeptos da inteligência esclarecida - que o seu blogue, com os seus 50 leitores diários, se estava a "sujar com tantas visitas vindas das bandas monárquicas". Obrigado pela sinceridade. Para não lhe pesar on bloguímetro, trata de saltar borda-fora o nome do falso homem de diálogo. É assim que vamos conhecendo a estreita trama dos cerebrozinhos dessa maldita geração de 60 que, quase defunta, teima em querer dar-nos lições de democracia e tolerância.

6 comentários:

M Isabel G disse...

Olá meu amigo Miguel,
Como está?
Saudades
Isabel

cristina ribeiro disse...

Acho que sei do que fala, Miguel. Ingenuidade minha, também...

joshua disse...

Foi para mim um choque. Um homem como esse aparentemente ilustre e acabadamente mediático, cujos diagnósticos da situação em tantos pontos se compaginam com os nossos, sem afinal nada contrapor, menoriza uma linha de comentários apenas por ser pró-monarquia?!

Decididamente a lucidez por vezes brilhante de essa geração sessentina, afinal inconsequente e em sobejos casos no pico do devoramento ávido dos recursos nacionais para si, para os seus filhos e netos, não passa de um exercício diletante de quem no âmago é um só com o sistema mesmo que ensaia autopsiar.

Isso desaponta-me como certos dias de chuva dolente tamborilando a superfície-capot da minha alma!

Margarida Pereira disse...

E se não for verdade? Ou se tivesse sido um 'deslize'?
E se a geração de sessenta tiver lealdades e nobrezas que superam em muito - em tudo - misérias de (hipotética) estreiteza racional?
E se a resposta (fosse o alegado facto verdade) tivesse apenas sido um sorriso?
E se democracia e tolerância -, entre coração e horizontes distantes -fosse menos sabre, mais mãos nuas?
Sempre admirei esse brilho de facas, mas sempre o temi também.
Sobretudo, o que o ácido do veneno alheio possa causar à sua capacidade de se superar.
Mais.
A taça com o grande peixe (por festividades natalícias) ficou só como símbolo...
É o símbolo – o grande peixe sábio.
E sereno.

Combustões disse...

Caros amigos
Não fiquei zangado, pois são já poucas as coisas que me espantam. Fiquei, sim, com aquele desapontamento que nasce do reconhecimento da minha remanescente credulidade. Decididamente, tenho de me emendar.

Horácio disse...

Qual é o blogue?