27 janeiro 2009

Diplomacia portuguesa em alta / นักการฑูตโปรตุเกสที่ทำงานให้ประเทศอย่างจริงจังและดีที่สุด



Hoje tive oportunidade de passar os olhos pela imprensa mais lida - os chamados jornais de referência - e o unânime aplauso pela iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros em oferecer aos americanos os préstimos no acolhimento de alguns detidos na base de Guantânamo surge de manifesto. Pesando a gravidade das acusações que impendem sobre muitos dos detidos , o oferecimento de Portugal é demonstrativo de lealdade, coerência e coragem. Enquanto outros estados europeus balbuciam desculpas e evasivas, a nossa diplomacia deu o passo correcto, mostrando que Portugal foi sempre, no quadro histórico de hegemonia dos EUA em que vivemos, um aliado de palavra. É assim que se faz política externa, com realismo, clareza e coragem. Só temos a ganhar - na OTAN, na União Europeia, nas relações bilaterais - quando sabemos harmonizar o interesse nacional com o interesse da maior potência planetária. No passado, assim foi com a Grã-Bretanha; hoje, quaisquer que sejam as nossas dúvidas e sensibilidade pessoais sobre os EUA, há que o fazer, reforçando o papel e influência de Portugal noutros dossiers e questões que se confundem com a existência de Portugal. A diplomacia é uma arte que exige maleabilidade, algum sentido do risco e decisão pronta. Os países fracos devem, pois, possuir um apurado sentido das oportunidades, permitindo-lhes aumentar o poder negocial, visibilidade e boas relações com os estados dirigentes da ordem internacional. Assim se fez. Assim se faça, sempre, no interesse último do país.

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

E não apenas nessa vertente. Há que destacar a tentativa de diversificar as nossas relações, principalmente fora da Europa. Na América do Sul, África e Ásia. Como deve ser.

Pedro Botelho disse...

Perdoarão os mais sabedores a pergunta, mas por que razão é que os tais detidos não podem ser acolhidos pelos seus países de origem ou, alternativamente, no caso de não o desejarem, pela potência que os manteve injustamente detidos?

Será porque se espera para eles -- apesar da sua condição de inocentes de qualquer crime -- um regime de semi-liberdade vigiada e subsidiada (talvez até com compromisso de não prestação de declarações públicas) que os Estados Unidos, depois de tanta asneira, não querem assumir, preferindo deixá-lo para os seus criados habituais, a expensas dos respectivos contribuintes?