29 dezembro 2008

Livros: amor, guerra e desgraça de uma mulher fatal



Eliza Alicia Lynch era uma beldade loura fugida à fome que assolara a Irlanda nos anos 50 do século XIX. Chegada a Paris na miséria, teve a desventura de conhecer o jovem Francisco Solano López, filho do presidente paraguaio então em digressão pela Europa em busca de engenheiros siderúrgicos, militares e ferroviários. O Paraguai, a mais próspera e progressiva nação sul-americana, possuia uma população com elevado índice de literacia, resultado do esforço das reduções jesuíticas em criar uma república nativa livre das oligarquias terratenentes brancas que na foz da Prata se haviam emancipado de Madrid. Francisco era um homem de encantos vários e dizia-se que seria um dia o grande estadista e espada vitoriosa que velhas profecias guaranis anunciavam. A paixão recíproca levou-os à mais fantástica aventura. Ele não mais a abandonou, ela instilou-lhe sonhos de glória militar e expansionismo militar. Ditador por herança paterna, Francisco lançou-se numa guerra que se prolongaria por cinco anos e no rescaldo da qual, invadido pelos exércitos brasileiro, argentino e uruguaio, o povo guarani do Paraguai foi exterminado e o país reduzido a escombros. De derrota em derrota, de retirada em retirada, Eliza manteve-se até ao fim ao lado daquele que o seu povo crismara de Napoleão da América do Sul. É esta a história ficcionada desse amor de perdição que me chegou às mãos por um amigo e li em quatro noites. De facto, para além da religião, só o amor e a política são capazes de levar os homens à loucura.

Bajo el Cielo del Paraguay (Alberto de Luque)



Que linda es mi bandera

Bandera de mi patria tan querida,
bandera de mi cielo guaraní.
Emblema sacrosanto de mi vida
sabremos defenderte hasta morir.
Enseña tricolor de mis amores
en ti se representa mi heredad,
el rojo simboliza la justicia,
el blanco la paz y el azul la libertad,
Qué linda es mi bandera paraguaya
a su sombra generosa sueño la felicidad,
En el escudo ostenta un gorro frigio,
Dice Paz Y Justicia y un gallardo león.
En el reverso la palma y el olivo,
La estrella de bonanza simboliza mi nación
Los López contemplaron orgullosos,
surcar en el progreso tu flamear.
El Mariscal de acero dio su vida
defendiendo hasta la muerte
a su amado Paraguay.
El temple de tus hijos, mi bandera,
fornará la linea plena
a mi hermoso Paraguay.

4 comentários:

Luís Bonifácio disse...

Guerra essa que liquidou 90% da população masculina do Paraguai.

Nuno Castelo-Branco disse...

O Paraguai - ao que me contam -, parece-se imenso com a aldeia de pescadores da Fonte da Telha (C. Caparica). Isto é, nos dias de hoje.

Combustões disse...

Nuno
De nós restaria o mesmo se os franceses por ´Portugal tivessem rapinado e queimado ao longo de 5 anos.

Combustões disse...

Aliás, tenho pelo marechal uma grande admiração. Na vida há que seguir até ao fim e nunca fugir ao que desencadeamos, para o bem e para o mal. O marechal, pelo menos, foi fiel ao seu papel e morreu por aquilo que era a razão da sua vida.