08 novembro 2008

Um homem excepcional


Abdullah II, filho de Hussein. A monarquia hachemita com futuro assegurado !

Sem dúvida alguma, um dos maiores estadistas do século XX: inteligente, realista, aplicado, conciliador. Hussein da Jordânia foi sempre - notou-o Falacci quando o entrevistou - um homem simples, afável até extremos de delicadeza para com os criados, ao contrário de minúsculas potestades por nós bem conhecidas que tratam aqueles que os servem de chicote em riste. Graças a ele, a Jordânia evitou os ínvios caminhos de qualquer socialismo árabe, para depois não se render à fatalidade do obscurantismo religioso. Deu voz às minorias religiosas, emancipou as mulheres, legislou pela educação científica, não temeu Israel e sobre este até exerceu benéfica influência, demonstrando aos judeus que o Médio Oriente tem um futuro de paz e que as guerras passadas - sempre desastrosas para os árabes - não tendo resolvido coisa alguma, só podem adiar a paz inevitável. Perdeu guerras, aprendeu com as derrotas e morreu vitorioso, respeitado pela comunidade internacional e amado pelo seu povo. Deixou como legado à sua nação um filho que é modelo de estadista. As primeiras páginas da biografia de Hussein - o Leão do Jordão - auspiciam uma leitura apaixonada.


A-Sha-al Maleek

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