12 novembro 2008

A ralé não pode passar impune



A canalhização do povo português - fenómeno degradante a que Soares em tempo crismou estupidamente de "direito à indignação" - deu passos de gigante. É evidente que um representante do Estado não pode ser objecto de tais afrontas, que o desprestígio de um titular de cargo público, a coação física e os impropérios abjectos contra eles aremessados merecem a mais dura condenação e a mais dura reacção das autoridades constituídas. Há quem goste destas coisas, se o ministro for do PS, como em tempos recentes era mister rejubilar com tais degradações se o ministro fosse do PSD. O acto canalha é sempre canalha, parta da direita ou da esquerda, pelo que só se nos impõe prestar solidariedade a uma ministra exposta às revindictas da ralé. Aqui protestei a seu tempo análoga defesa de António Assis, quando foi assaltado por quejanda escumalha nas ruas de Felgueiras, como o faria em defesa de Jerónimo de Sousa, Louçã, Portas e Pinto Coelho se tal desdita lhes ocorresse. As pessoas ainda não compreenderam que há limites, que a violência política não cabe na política mas no Código Penal, que tal gente perde ipso facto direitos políticos ao cair sob a malha dos casos de esquadra. Espero que, desta vez, a Judiciária não se fique pela constatação da ocorrência, mas que investigue, apure responsabilidades e as comunique aos tribunais para que exerçam os direitos de protecção à vítima, que o Ministério da Educação, conhecidos os responsáveis, aplique o código disciplinar e proceda ao levantamento de processos disciplinares e ao despedimento compulsivo com justa causa a homens e mulheres pagos pelo Estado para ensinarem. Espero, também, que os alunos envolvidos na arruaça sejam suspensos e afastados das escolas que frequentam. Professores e alunos destes são dispensáveis. A lei é dura mas é a lei !

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