05 setembro 2008

Combustões no coração dos rebeldes: os guerreiros (I)

Um guerreiro malaio do Sul


Dois "soldados da rainha", com os calções azuis, cor da bandeira da soberana


Grupo de choque de Krabi


Um soldado de La na (Norte)

Guerrilheiro de Banguecoque

Lutador do Issan (Nordeste)

Foi uma corrida longa, sob chuva ciclónica, acavalitado numa motorizada até à zona onde se situa o Quartel-General dos rebeldes. À entrada, no perímetro defensivo fora do Palácio do Governo ocupado pelos rebeldes, revista completa dos pés à cabeça. Um "farang" no meio dos trinta ou quarenta seguranças armados de porretes, tacos de baseball e sticks de golfe. Disse-lhes meia dúzia de lugares-comuns, sorriram e deixaram-me passar. No interior da Utopia Tradicionalista do Sião, um enorme acampamento onde se deixa perceber organização eficiente, centenas de guerreiros gozam a paz numa Tailândia ainda aturdida pelos recentes acontecimentos: comem, falam, cantam, sorriem e deixam-se fotografar com a maior placidez. Mas ao seu lado, repousam os capacetes, as matracas, as lanças de bambú e toda a parafernália dos embates de rua. Pelo que me apercebi, não temem para já a intervenção do Exército nem da polícia e quando se lhes fala de Samak (o primeiro-ministro) não se mostram agressivos. Um deles diz-me, até, que Samak está de partida e que tem pena dele. É este o "Exército Budista da Tailândia", uma força de choque que deve ser temível na refrega, mas que não resistiria ao assalto das forças governamentais. Parece que os move uma fé profunda e que estão absolutamente convencidos da justeza das suas acções. Não vi, entre eles, nenhum que bebesse cerveja ou fumasse.

Sem comentários: