02 setembro 2008

Libertemo-nos da tirania do silêncio


"Sinceramente revolta-me quando vejo todos aqueles programas sobre os soldados que morreram e sobre os combates e as minas, mas nunca ninguém se lembra de falar dos retornados. É como se fosse um segredo feio que ninguém tem interesse em falar. Esquecem-se daquelas pessoas que vieram para cá, muitas só com a roupa que tinham no corpo, para um país que não conheciam e com o qual não se identificavam minimamente, fechado e tacanho que ainda teve a lata de os discriminar". (in Câmara dos Lordes)
"Aquela gente de que o taxista era um pobre exemplo, continua a mandar, desta vez enfarpelada de colarinho branco. Continua a conduzir um Mercedes de empresa, gere a banca, tem o seu círculo de influências na Europa, nos media e nos negócios do Estado. Recauchutados em neo-liberais, há muito se esqueceram daqueles emblemas de lata cunhados com a foice e o martelo, ainda escondidos numa caixa de sapatos encafifada no fundo de um baú da família. Para o que der e vier." (in Estado Sentido)

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