04 agosto 2008

Três anos


Só hoje me dei conta que este blogue faz três anos. No início foi a curiosidade, acicatada pela amiga Miss Pearls. Depois, foram os amigos, com o Pedro Guedes da Silva, o Bruno Oliveira, o Cunha Porto e o André Azevedo Alves a ajudarem na divulgação. Aqui foram travados duelos sem sangue, escreveu-se um pouco sobre tudo, com a irresponsabilidade de quem vai debitando opinião - muitas vezes simplificada - sobre as coisas que connosco se vão cruzando: livros, noticiário, figuras e figurões, viagens e música da minha predilecção. Isto foi, sempre, auto-biográfico. Aqui não há "ciência", nem "politiquice", nem a afirmação de um grupo de convivas, planos para "intervenção" e trade marketing. Aqui estão estados de alma, euforias, depressões e até acenos de desistência. Mas fui ficando, sem atentar demasiado no número de assistentes que da plateia vão enviando mails, pois aqui não se pratica a "caixa de comentários".

A "blogação" mudou. "Antigamente", o blogue substituia a imprensa amordaçada, os seus medinhos, reverências, clubismo e amiguismo, velhas lepras portuguesas. Depois, começou o ajuntamento: fazer blogues de proselitismo, à caça de crentes, espalhar ideologia, ver tudo segundo o cânone do autor A, B ou C, da Escola X, Y ou Z. Nunca fui atrás de calendário e de agenda. Se me apetecer escrever sobre pegadas de dinossauros em dia de eleições, faço-o, pois isto é meu, para mim e mais ninguém. Se o leitor bondoso tiver paciência para comigo gastar três minutos, só posso ficar penhorado. Se não gostar, paciência.

Passados três anos, só posso dizer que Combustões espera com ansiedade que novas tecnologias e programas permitam revolucionar a página hirta, a ilustraçãozinha e a música de fundo. Como sou preguiçoso, sonho com o dia em que, sem escrever, possa gravar comentários audio e montar um pequeno estúdio de imagem. Mas isso é, por ora, coisa à Júlio Verne.

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