31 julho 2008

Uma universidade limpa e em ordem



O contrário da bagunça da generalidade das faculdades portuguesas: arrumada, planeada para acolher pessoas e não números, verde, silenciosa, disciplinada; em suma, limpa. É a Universidade Chulalongkorn, em Banguecoque, com os seus quase 80.000 alunos e doze faculdades, onde tenho passado parte apreciável do meu tempo nestas paragens. Não, não tenho quaisquer saudades da Faculdade de Letras e da Universidade Nova, do barraquismo, do buraquismo, dos jornais de parede e dos grafitti, das salas esventradas, das cantinas e bares sujíssimos. Aqui anda tudo uniformizado, não há campainhas estridentes, mas uma luz vermelha que se acende para anunciar o fim das sessões, entra-se livremente nas bibliotecas, permite-se a leitura domiciliária - para os thais, roubar é condenação certa ao ciclo das reencarnações ! - e as fotocópias custam... um cêntimo. Em suma, o "subdesenvolvimento" de que nos falam os mestres da teoria, os mesmos que conhecem todos os cartapácios mas submetem-se ao ignóbil jugo do lixo.

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