28 julho 2008

A dura factura da selvajaria


Via Idolátrica, mais um triste apontamento, a somar a tantos outros descaminhos da rude e tosca insensibilidade da "gestão autárquica". Portugal quase já não possuiu património digno de nota no que a arquitectura de interiores respeita: dos cafés, restaurantes, salões de chá, barbearias, charcutarias, cabeleireiros e salões de moda datando dos fantásticos anos 10, 20 e 30, tudo foi despedaçado, partido e vandalizado pelo triunfo do alumínio anodizado, da azulejaria casa-de-banho e das madeiras prensadas. Neste extermínio, Braga parece querer dar cartas a Lisboa e ao Porto. Não somos, decididamente, um povo culto.

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