07 abril 2008

Pensar grande, fazer grande

A clara demonstração do savoir-faire, da libertação do medo de falhar e do hesitante constrangimento que tantas vezes mata à nascença os projectos mais arrojados; um claro sinal para quantos, temerosos e sempre envergonhados, vão dando cartas à atrevida iniciativa de outras linhas e escolas de estudos orientais. O simpósio sobre Tomás Pereira, agora finalmente anunciado, visa lançar luz sobre uma das figuras mais fascinantes da presença portuguesa na Ásia e reune a nata dos orientalistas, contando com a colaboração do Instituto Ricci, do Instituto do Oriente, do Institutum Historicum Societatis Iesu, da Fundação Oriente e do Beijing Foreign Studies University. Triunfo notável que pode servir de exemplo para futuras iniciativas visando recuperar o tempo perdido por comissões e sub-comissões sem chancela académica que têm deixado passar em branco as efemérides mais marcantes da abertura da Ásia ao mundo. Depois dos clamorosos fracassos das não-celebrações na Índia e Sri Lanka, e quase adivinhando análogo fracasso para 2011, ano em que se deveriam celebrar os 500 anos da chegada dos Portugueses ao Sião - a mais velha relação entre um Estado europeu e uma potência asiática - aqui fica a advertência para quem, ocupando funções no aparelho governamental, possui ainda tempo para não deixar repetir tais vergonhos falhanços.

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