29 abril 2008

"Modo de produção asiático" e outras invenções



Faz bem o confrade Jansenista em apontar a caricatura que aqui usei para referir a minha condição de forçado em trabalhos a que voluntariamente me ofereci. Rubricando por baixo tudo o que diz o preclaro, acresento. Parece que o caríssimo me rouba as palavras da boca, pois ainda ontem, em artigo que me foi solicitado, dizia:

"Se o século XVII quase se deixara seduzir pelo “modelo chinês” de uma “religião civil e sem Deus” e pelo fausto das cortes “bramanizadas” do Sudeste-Asiático, os séculos XVIII e XIX viram renascer a categoria aristotélica do “despotismo asiático” através da reflexão gibboniana sobre a decadência da Roma “orientalizada”, da conceptualização marxista – “modo de produção asiático” – e weberiana de “despotismo oriental” – ou recentemente (1950) através do reconhecimento de “civilizações hidráulicas” por Wittfogel. Estas generalizações teóricas privadas de estudos e dados concidiram com o início das guerras coloniais na região e correspondente “abertura ao mundo” de Estados considerados “caídos em adormecimento na História” (Marx)."

Obrigado, caro Jansenista, pela oportunidade.

Sem comentários: