10 abril 2008

Banguecoque Católica: Vicariatus Siamensis Orientalis


Igreja de Assunção, em Bangrat, sede da Arquidiocese de Banguecoque desde 1841, de estilo neo-românico lembrando a presença dos padres da Société des Missions-Étrangères. Edificada em 1905 pelo bispo Jean-Louis Vey, que foi grande animador do ensino confessional no Sião e fundador do Hospital de S. Luís, hoje dos melhores do país.


O Padre e mártir Nicolau Bunkerd Kitbamrung (1895-1944). Ordenado em 1926, foi professor de língua thai dos missionários europeus e desenvolveu actividade no Norte e Leste do Sião, onde aplicou eficaz metodologia visando a adaptação da predicação aos usos e costumes locais. Em finais da década de 1930, sob a ditadura fascizante de Phibun Songkhram - que declarou luta sem quartel a todas as minorias étnicas e religiosas da Tailândia e aproximou o país da esfera de influência nipónica nas vésperas da Guerra do Pacífico - Nicolau Kitbamrung foi alvo da acção do partido Sangue Thai, variante local de um fascismo siamês que desenvolvia intensa actividade sob o lema Um Povo, Uma Religião. A perseguição aos católicos conheceu momentos de grande violência traduzida no boicote aos estabelecimentos comerciais católicos, recusa em vender-lhes géneros de primeira necessidade, interdição do acesso nos transportes públicos, despedimento de todos os católicos trabalhando em empresas propriedade de budistas e privação de direitos de cidadania. A denúncia pública de todos os que professavam uma religião considerada inimiga do Estado, a elaboração de listas com nomes, morada e bens patrimoniais de "inimigos da Nação" precedeu a acção directa dos bandos armados. Escolas encerradas, residências saqueadas, estátuas, crucifixos, paramentos e livros litúrgicos destruídos. Com as igrejas vandalizadas e privadas de meios de comunicação social, as autoridades eclesiásticas lançaram insistentes apelos ao governo, mas este nunca esboçou qualquer atitude de protecção. Depois, deu-se início à decapitação da Igreja Católica, molestando sacerdotes ou matando-os se não abandonassem as suas áreas de actividade. Primeiro nas remotas províncias do Leste e Norte, depois em Banguecoque, a detenção e desaparecimento de padres passou a ser normal ocorrência quotidiana. Em 12 de Janeiro de 1941, chegou a vez do Padre Nicolau. Detido sob a acusação de espionagem ao serviço da França, foi submetido a humilhações que incluiam o completo corte do cabelo, detenção em cela com prisioneiros de delito comum, privação de banho e comida e trabalhos forçados em arrozais. Sentenciado em 15 anos por crimes contra o Estado, foi encerrado numa penitenciária insalubre onde os detidos depressa contraíam doenças mortais. Pressionado a abjurar com a promessa da liberdade e da vida, Nicolau recusou todas as ofertas e morreu de tuberculose em 12 de Janeiro de 1944. Em Janeiro de 2000, João Paulo II assinou o decreto reconhecendo o Padre Nicolau abençoado e mártir. Foram-lhe rendidas homenagens pelas autoridades tailandesas.

Primeira residência em alvenaria do Bispo de Banguecoque, hoje sede da Imprensa Católica tailandesa.


O Colégio de Assunção, uma das melhores escolas secundárias de Banguecoque, considerada modelar no ensino das ciências e humanidades e conhecida pela proficiência no domínio das línguas estrangeiras ensinadas aos seus alunos. Possui orquestra, estúdios de gravação e excelentes installações onde decorrem sete dias por semana actividades extra-escolares.

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