11 março 2008

O debate de ontem


Longe da pátria, com ecos da uma noite em tudo auspiciosa. Informação clara recebida de mão amiga:

"Porventura não viu o debate "Rei ou Presidente". Eu, liguei a televisão sem expectativas! O novo presidente da Causa Real, Paulo Teixeira Pinto, inaugurou o debate tendo a seu lado a prestigiante figura do Gonçalo Ribeiro Telles – que lhe deve ter transmitido a prudência e a eloquência. Fiquei admirado com a calma paulatina e lúcida de Teixeira Pinto. Soube falar, como nenhum no palco, e soube ouvir, dando o exemplo. Do outro lado estava o Grão Mestre do Oriente Lusitano, António Reis e o Medeiros Ferreira. O debate (?) foi em forma de discurso – demasiado polido. A plateia com convidados dos "dois lados" teve "altos e baixos". Ouvi um interessante Adelino Maltez defender uma República com um Rei, ouvi um Daniel Oliveira, falar da virtude de termos um presidente que é filho de um "gasolineiro"! Mais uma nota a registar. Os monárquicos abertos ao diálogo, os repúblicanos cínicos (quando tomava a palavra um apoiante monárquico a televisão, sem pudor, gravava os "sorrisos" mentalmente depreciativos dos apoiantes da república)! Surpreendido deve ter ficado o "povo". Pela "abertura" da RTP ao debate da questão e pela firmeza intelectual da maior parte dos convidados. Portaram-se todos bem, tal como devem ter pretendido os promotores do programa. Ficaram algumas inesquecíveis e emotivas expressões de Teixeira Pinto e de Gonçalo Ribeiro Telles. Ficou o momento em que o Conde de Mesquitela mostra a última bandeira monárquica hasteada em Portugal.
Falta muito, caro Miguel. Talvez tenha faltado mais! O que ficou gravado não foi um diagonóstico, foi uma prova. De presença." J.B.

Sem comentários: