14 março 2008

Dia bom, longe de tudo


Acordei, finalmente, depois de seis meses com um pé no Oriente e o soslaio para o que ia acontecendo a 13.000 km. Pela manhã, li o DN-on line, detive-me nos blogues amigos e dei comigo a pensar quão longe estou de tudo aquilo que me fez saltar borda-fora. Já não me lembro dos cheiros de Lisboa, nem da chuva fria, das carrancas crispadas e dos maus-modos, não sei quem é o ministro das colheitas, o reposteiro-mor, o preboste que comanda a guarda, o ladrão na moda, como não sei quem foi parar ao Limoeiro, quem partiu para o degredo para a costa de África e que rico brasileiro casou com a morgada minhota. Tudo está longe, longe do coração e dos olhos. Saio das aulas, entro num restaurante e não encontro bacalhau, nem batatas, vinho e pão. Como um Tonkatsu por dois Euros. Volto ao fim do dia a casa e mergulho na piscina. São dez da noite e faz 30 graus. Sim, libertei-me da Europa e estou rico de satisfação.


Dusty Springfield: I Only want to be with You

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