11 março 2008

Ainda o debate de ontem


Hoje foram vinte e sete mensagens, pelo que não me atrevo responder a cada um dos bons amigos que com gentileza, sabendo-me expatriado, não quiseram deixar de me informar sobre o debate que ontem passou na RTP. Parece que a velha Nova Monarquia me bateu toda à porta, confirmando que após 17 anos de separação nos mantemos todos no barco. Desde 1991 que não tinha notícias de João, do Luís Filipe, do Bruno, do Joaquim Augusto, da Cristina, da Anabela, do Jorge Manuel, do Henrique, do Orlando. Hoje, para minha felicidade, reencontrei-os cheios de afã, seguros e decididos.

"O Gonçalo Ribeiro Telles está envelhecido mas por vezes tem incríveis sobressaltos de energia e entusiasma as pessoas. Adora aquilo que faz e tem uma autoconfiança enorme, o que ajuda bastante nestas circunstancias. Portou-se bem e incomodou porque nunca foi monárquico de reposteiro, valha-nos isso. O resto da plateia monárquica era composta pelo Castro Henriques - falou bem - pelo Maltês - desarma os outros, fala pelos cotovelos e deve ser uma frustração para a esquerda, porque não lhe podem pegar por nada, parecendo mais radical que eles próprios. O Sousa Cardoso espantou-me. Não pensava que fosse tão fluente e até provocador. O Miguel Otto - falou bem e sem gaguejar - tem uma certa bagagem. Foi um alívio, porque não tivemos gente do género do M., do A. ou dos C. do costume. Só lá faltavas tu. O ÚNICO argumento dos outros é a questão da elegibilidade e infelizmente aos nossos não lhes ocorreu perguntar quem é que elege o Procurador da Rpública, os juízes dos Supremos, os comandantes da PSP, GNR, tropa, etc. Nem sei como é que se esqueceram disso. O Teixeira Pinto tem um olhar fixo, muito penetrante e uma expressão severa, quase gelada. Não os largou um só momento com a questão do referendo, que o Grão-Mestre acabou por recusar ponderar. Aqui caiu a máscara. eles pensam que o vão impedir e isso quer dizer que as coisas estão a mudar e que têm medo." PJF

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