18 fevereiro 2008

Mais Kosovo


O Kosovo - parece um daqueles países do Tintin - é independente, o que quer dizer mais mesquitas, mais bolseiros dos ricaços wahabitas que dão uma no Corão, outra na Wall Street, mais fundos "a fundo perdido" destinados a treinar imigrantes em cursos de inglês, mais problemas de tráfico de estupefacientes e crianças, mais dores da cabeça para a Europol, mais polémicas do véu maldito, mais "debate" sobre a Sharia. A Europa foi na velha cantiga de Clinton e agora tem, não um país muçulmano mais, mas dois, que se juntarão à Turquia quando esta, integrada na União, derrapar para o fundamentalismo. Os vienenses devem estar atónitos. Tanta batalha para os afastar do Danúbio e do Drina, a linha divisória entre a Europa e o Islão, e a fronteira rompeu-se. Depois, a humilhação gratuita da Sérvia, um grande país, europeu como nós, cristão como nós, ocidental como nós. Parece que há na América uma empresa especializada em estimular o nacionalismo. É triste. O futuro demonstrará que tais micro-países são inviáveis, pelo que entre o parasitismo e o terrorismo, a sorte dos balcãs decide-se longe, à mesa de um qualquer lóbi em Washington.
Para Portugal - leia-se para os políticos portugueses - a entrada é providencial. Agora, cheios de orgulho, podemos dizer que Portugal não está na cauda da Europa. Na cauda está um país nos cús de Judas chamado Kosovo !

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