03 janeiro 2008

Um povo de negro vestido



Faleceu ontem, tinha 84 anos e era a irmã mais velha do Rei. Hoje saí à rua pelas 10 horas com destino à Universidade. Parei e retrocedi, embaraçado pelo azul das minhas calças e pelo amarelo pálido da camisa. Um mar de gente trajava de negro no primeiro dia de uma semana de preparativos para as cerimónias fúnebres da princesa Galyani. Leio nos jornais e confirmo pela televisão que massas compactas de cidadãos se postaram em frente do hospital. Houve desmaios, gritos lancinantes, um choro quase bíblico. É assim no Sião, quando passa para o outro mundo um membro da realeza. Um povo sempre risonho e em busca de sanukk - divertimento -que no dizer do velho médico inglês Smith "brinca a trabalhar e trabalha a brincar", é capaz destas explosões de comoção. Voltei ao apartamento, escolhi uma camisa negra e voltei à rua.

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