09 janeiro 2008

Odisseia de celulóide


A história da UFA, por Klaus Kreimeier, é daqueles livros que cobiçamos ao longo de anos mas nunca chegamos a comprar. Hoje, porém, mais de dez anos após o ter folheado pela primeira vez em Paris, não resisti ao "compra-me" e trouxe-o para casa. Edição em inglês, claro, mas apetecível a dois títulos: revista e acrescentada da edição princeps e fora do mercado há muito, por haver esgotado. A história de uma produtora que chegou a ter os maiores estúdios do mundo, que dominou o mercado europeu, determinou modas e gostos e se perdeu na voragem do cataclismo. Ali trabalharam os meus predilectos Zarah Leander, Willy Fritsch, Kristina Söderbaum e Marika Rökk em Musicais que bateram o pé às grandes produções da Broadway, à Ziegfeld, com a genial mão de compositores de enorme talento como Theo Mackeben e Herbert Windt. Dramas, dramalhões, comédias e histórias de amor, na linha do "telefone branco" que dominou a cinematografia continental nos anos 30 e 40, filmes históricos, filmes de animação e documentários conferem à UFA um lugar cimeiro na história da cultura popular do século XX, pelo que desconhecê-la é pecado.


Tiefland, de L. Riefensthal

Sem comentários: