03 janeiro 2008

E o Combustões, não existe ?


Vejo com pesar que alguns blogues que se consideram monárquicos recusam a existência desta modesta tribuna, que pequena, é a maior expressão de monarquismo na blogosfera nacional. Como estou habituado a estas coisas não me incomodo, mas "quem não se sente não é filho de boa gente". E lá vem, de longe, das brumas do passado, o silêncio, o agastamento enervado com que a então Nova Monarquia - que reunia centenas, enchia salas e tinha nas mãos as ruas, os liceus e universidades de Lisboa - era olhada pelos bons e fiéis monárquicos portugueses. É por estas que estamos hoje, volvidos vinte anos, no ponto zero; isto é, depois da Nova Monarquia, não mais houve indícios de movimento monárquico em Portugal. Não tenho por hábito discutir critérios e gostos alheios, nem interferir, comentar, criticar e sugerir o que que seja que se encontre fora de instituições a que não pertenço. Porém, como associado da Causa Monárquica, não deixa de ser com um travo amargo que verifico o total silêncio a respeito desta página diária. Sei que os monárquicos gostam de um bom croquete e de um bom refresco: eu também. Fiquemo-nos, assim, derrancados na deliciosa pasmaceira em que temos vivido ao longo dos últimos anos. Talvez tenham razão, pois aqui não se perora sobre as Cortes de Lamego, nem sobre a relevante matéria das putativas soluções alternativas à Casa de Bragança, nem sobre o significado do Graal, nem sobre eco-comunalismo, anarco-miguelismo, costados e escudos esmaltados e outras matérias que enchem as fantasias arturianas dos nossos cruzados. Sou eu que estou errado, pelo que me cumpre assistir à triunfal digressão da ideia monárquica.

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