31 março 2007

150 anos de Columbano


Até 27 de Maio no Museu de Arte Contemporânea, ao Chiado.

30 março 2007

Pacheco Pereira e os mirins


Se há pessoas na casa dos 60 pelas quais sinto, mais que respeito, verdadeira admiração, essas dão pelos nomes de António Barreto, Vasco Pulido Valente e José Pacheco Pereira. No pântano de homenzinhos e criaturinhas em que se transformou a vida pública, a simples menção de qualquer um deles liberta-nos da ideia da inexorabilidade da queda. São, os três, homens de obra firmada, senhores de grande erudição e capacidade de trabalho, sem tiques de auto-segregação e, como tal, merecedores do tributo do nosso agradecimento. São AB, VPV e José Pacheco Pereira educadores e formadores de vastos públicos que ainda não se renderam à fatalidade do embotamento, do não-pensar e da publicity, esse primarismo de comunicação que trouxe para a ribalta as flores do mal das democracias descerebradas: o populismo, a demagogia, o sloguismo e o ordinário emocionalismo.



Se a propósito de Odete Santos alguma irritabilidade assomou a tribuna que Pacheco Pereira assina com dever quase religioso na blogosfera, isso ficar-se-á a dever a um conflito geracional entre os homens de 60 anos e os homens de trinta e muitos, quarenta anos, que agora abrem novos sendeiros no nobre ofício da análise crítica da vida política portuguesa. Pacheco Pereira foi, perdoe-se-me a franqueza, paternalista, incorrendo involuntariamente naquela atitude sobranceira que entre nós tem basta tradição. Portugal é uma típica gerontocracia, pelo que aqui o lugar dado aos mais jovens é, invariavelmente, o de bagageiros, turiferários e moços de fretes. O culto pelas cãs veneráveis tem sido responsável pela imobilidade e pela destruição dos novos talentos, obscurecidos, repudiados ou amestrados ao ponto de perderem a mais pequena molécula de originalidade. É por esta e por outras que somos governados por homens de quarenta com uma visão do mundo de homens de oitenta; é por esta e por outras que os problemas de incomunicabilidade com o mundo contemporâneo lá de fora nos vão reduzindo a um extremo curiosidade antropológica. Senti-o bem quando Pacheco Pereira se confrontou com Mário Soares no célebre debate televisivo que antecedeu as últimas eleições presidenciais. Pacheco Pereira calou-se, li-lhe no olhar piedade por Soares, o que só abona a respeito das qualidades humanas e de cavalheirismo de Pacheco Pereira, mas foi, também - importa dizer - a repetição daquele respeitinho que noutros tempos se manifestava pelos "venerandos" pais da pátria.



Quanto às elegantes palavras que achou por bem dirigir a Odete Santos, ficam-lhe bem mas julgo-as excessivas, porquanto Odete Santos - que não é uma mentecapta, bem pelo contrário - tem dado repetidas provas públicas de grosseria, chocarreirismo e fanatismo, qualidades absolutamente negativas que não compaginam com a urbanidade, a serenidade e elevação com que Pacheco Pereira apõe a tudo o que faz. Os "mirins" estão aí e deviam ser estimados, mimados e apoiados por um regime que atingiu o grau zero da qualidade, no que aos seus servidores respeita. Afastar os "mirins" do regime é, creia-me Pacheco Pereira, o dobre de finados da 3ª República.

Something Stupid: Frank and Nancy Sinatra

Duas princesas salvas dos bípedes implumes

Aqui estão, salvas pela minha amiga Ana Cristina Duarte Ferreira, Suas Altezas a Arquiduquesa Joana e Grã-Duquesa Lourdes. Condenadas a morte certa pelos bolcheviques automobilizados e pelos gaticidas, acolhidas e restituídas à dignidade de nobres felinas, gozam as delícias de um novo palácio.

29 março 2007

Um achado no alfarrabista



Josephine Baker: J'ai Deux Amours

Aos pés de Salazar, de Soares e do futuro regime

Um especial agradecimento aos caros João Paulo Monteiro, Rui Santos, Luís Manuel Rangel, João Pedro Ribeiro, Jorge Ferreira, Adriana Nogueira e Corcunda pelas amáveis palavras de apoio aqui recebidas a propósito das infelizes ameaças a que ontem aludi.

A gentuça que decretou a miserável fatwa contra a minha pessoa ainda não inculcou quatro aspectos, que estimo evidentes nesta tribuna:

1) Quem aqui escreve não é escravo de ideologia alguma, não pertence nem jamais pertencerá a qualquer grupo, organização, movimento, seita e curibeca que contrarie os valores sobre os quais repousa a superioridade cultural, intelectual e moral do Ocidente em questões como o respeito pela liberdade de opinião, respeito pela diferença, aceitação do contraditório e defesa intransigente dos direitos de reunião e associação, mesmo até a expressão de ideias, valores e convicções que não compaginem, em absoluto, com a pluralidade, democracia e aquelas conquistas individuais e colectivas que fizeram do Ocidente o paradigma [possível] do direito à felicidade;

2) Aqui não se propalam e propagandeiam mensagens de ódio, nem acusações ad hominem, nem não se aceita a conversa de café e a gíria do taxista, mas também não merecem acolhimento o falso pensar postiço da mitologia do "politicamente correcto" - seja de direita ou de esquerda - o elogio imerecido ao não-pensar, o ideologismo estreito, o fanatismo com atavios de liberdade e tudo o que reduz, infantiliza e cerceie a aventura da palavra, o risco do juízo e a responsabilidade da crítica;
3) Quem aqui escreve não pretende fazer política, esconder-se por detrás de slogans, angariar prosélitos para o que quer que seja, mudar o mundo, trepar pelos jornais e tv's, impor-se a quem distribui ordenados e tenças, ganhar a simpatia dos outros. Escrevo por necessidade, seja ou não lido, pouco me importa. Se o anonimato se pode compreender - este país é verdadeiramente perigoso para quem se arrisca pensar em voz alta - optei pela exposição do nome. Aprendi, ao longo dos anos, que o país é o que é, os portugueses são o que são. Conheci verdadeiros bandidos na minha área de sensibilidade política (sou de direita e monárquico), mas, verdade seja dita, não conheci melhor à esquerda. O problema português é profundo, quase geológico, pelo que disto não sairemos enquanto as pessoas não se libertarem de vez dos velhos fantasmas que nos reduziram a esta pátria cinzenta, crapulosa, pobre e supersticiosa que encheu a barriga das inquisições, das polícias políticas, das maçonarias e dos santarrões da mediocridade, das águas turvas e do oportunismo.

4) O gozo tremendo que me proporcionou a vitória de Salazar no passado domingo cinge-se a isto: os portugueses passaram anos submetidos a Salazar, vitoriaram-no e endeusaram-no. Não havia, ao contrário do que conta a fábula, cão e gato que não estivesse integrado, acomodado e resignado a um regime que não "matou famílias inteiras" e até dava tratamento de preferência aos filhos de "boas famílias", anestesiando a oposição com barganhas de vária índole. O "resistencialismo" - não, não era aquele do maquis de boina basca e bornal, vivendo de acampamento em acampamento, errando por serras e penedias - mas o dos meninos filhos da alta burguesia, de preferência com as árvores de costados num anel brasonado, em perigosíssimas manifestações que terminavam, invariavelmente, em jantar em casa dos pais e uma leve advertência do inspector da PIDE ao pai senhor doutor: "veja lá se o seu miúdo não se mete mais em problemas". Este país serve tudo e todos. É o país em que todos estão casados com todos, todos são primos de todos, todos se encontram em baptizados e funerais, todos arranjam empregos a todos. Os mesmos que estiveram com Salazar, naquelas enchentes no Terreiro do Paço, estiveram no 1º de Maio de 74, distribuindo-se hoje pelo PC, pelo PS, pelo PSD e pelo CDS. Nada disto me espanta. Não me espanto, mas sinto náuseas. Sei que, um dia, os vou ver a todos vitoriar o futuro regime e arrastar pela lama Soares, Cavacos e outros aos pés dos quais se prostraram à espera de uma esmola.Aos pés de outros se prostrarão, com toda a certeza. Coisas portuguesas !

Esta noite revendo Beau Geste



Marie Dubas: Mon Légionaire (1936)

Regressou


28 março 2007

4 ameaças de morte numa noite é obra !

Assim vivemos no país de Abril. Um post aqui por mim ontem afixado foi voluntariamente retirado depois de haver recebido 4 (quatro) ameaças de morte no espaço de quatro horas; ou seja, uma ameaça de morte por hora. O texto versava, naturalmente, a grande questão que desde domingo se apossou da esquerda nostálgica do PREC, dos arrombamentos, ocupações e, porque não, das FP-25. Essa gente saída das cavernas, mas que vive na impunidade, continua fiel a piedosas práticas terroristas . Localizados e identificados os números de registo das mensagens, encaminharei para as autoridades responsáveis pedido de investigação e, eventualmente, abertura de procedimento criminal. Nunca vacilei perante canalhas e bandidos, pelo que esta tribuna se manterá, como sempre, altamente comburente para todos os tarados e dementes que dela de acercarem. Esta é uma casa da Liberdade. A Liberdade defende-se a cada minuto, não tem vergonha de si nem se esconde.

Vamos portar-nos mal



Let's Misbehave, de Cole Porter (1928)

27 março 2007

Ministério da Identidade Nacional


Zás, Sarkozy propusera um ministério incumbido de aprofundar o amor-próprio dos franceses em tempos de multi-culturalismos desvairados e logo todos os sacerdotes do pensar envergonhado e do terceiro-mundismo europeu se levantaram em coro de denúncias. Agora, até Madame Royal esbraceja para ser mais nacionalista que Le Pen, numa escalada de umbiguismo nacionalitário que atira para dimensões liliputianas os textos de Maurice Barrès, Maurras e Edouard Drumont. O orgulho nacional tem estas coisas: ou parece não existir, ou comanda o calendário político. Tudo isto vem demonstrar que, afinal, as pátrias existem, que o muticulturalismo não passa de uma moda, que não há vida comunitária, nem Cidade, nem essa vontade de viver em comum se não houver um forte arrimo de consciência colectiva, orgulho no passado e vaidade na diferença que faz dos franceses os Franceses, dos espanhóis os Espanhóis e dos portugueses os Portugueses.



Nós, que ainda vivemos imersos nos miasmas da lenda negra de um Vasco da Gama "fascista", de um Albuquerque "imperialista" e de um Infante "esclavagista" - sim, aprendi isso no liceu, a par de pérolas literárias de Samora Machel e Agostinho Neto - só temos licença para exaltar Portugal quando limitado à barbaridade moderna do desporto rei. No imediato pós-comunismo, Alain Minc publicou um texto, hoje profético, intitulado La Vengeance des Nations (1). Minc afirmara que as nações, mesmo colonizadas, lobotomizadas e alienadas pelo sistema de ensino, exiladas do discurso político, caricaturadas e parodiadas, subsistem através da sensibilidade comum, da língua, dos mitos colectivos e dos pequenos actos, gestos e atitudes do quotidiano, não havendo governo, império ou cultura oficial que as possa apagar por decreto.



A soberania popular, a democracia e a liberdade só podem subsistir enquanto persistir a noção de bem-comum - bem comum de um povo, de uma sociedade e de uma cultura precisas - pelo que o patriotismo, ao invés de constituir um elemento de conflitualidade, aprofunda o sentido de integração e o civismo. Os britânicos compreenderam-no. Agora, para obter a nacionalidade, é requerida proficiência na língua, conhecimento da História e informação média sobre literatura de expressão inglesa. Os franceses - que até já quiseram fazer crer aos senegaleses que eram descendentes de Vercingétorix, antes de lhes terem querido fazer crer que a raíz de todos os males da África eram os europeus - seguir-lhes-ão as pisadas. Tenho para mim que o retorno do patriotismo, fenómeno que se desencadeou nos EUA em 2001, se não é a chave para a transposição para a crise de identidade e legitimidade das democracias contemporâneas, é uma trave sem a qual todo o sistema deixa de funcionar.

(1) MINC, Alain. La Vengeance des nations / Alain Minc. - Paris : B. Grasset, 1990

Revendo esta noite Lili Marleen de Fassbinder


Suzy Solidor (1942)


LA ROYALE, hino monárquico francês

26 março 2007

Ressaca eleitoral


A noite foi longa. O espanto colara-se à cara de Maria Elisa, acentuando a pálida magreza e aquele ritus agressivo e arrogante que passou a manifestar a partir do momento em que percebeu qual seria o desenlace do concurso. A RTP dispusera-se a este pleito e falhara rotundamente. Pensaram, erradamente, que da propaganda, da intoxicação e da lavagem cerebral de décadas sairia, naturalmente, um resultado afeito ao regime, aos seus mitos e heróis. Correu-lhes tudo mal. Um número cada vez mais expressivo de portugueses - que também é amante da liberdade, mas não a quer confiscada e interpretada - libertou-se do medo, votou em protesto e votou imune à torrente de frases-feitas, historietas, semi-mentiras e semi-verdades que ainda rodeiam a figura de Salazar.



Regalei-me de gozo pela histeria da bruxa comunista, bem como da langage de bois de meia dúzia de turiferários que levou de trela. O PC não aprendeu nada e não esqueceu nada. É um fóssil digno da maior comiseração, cada vez mais afundado em memórias octogenárias, que já poucos conseguem compreender. As gargalhadas com que foram acolhidas as suas intervenções exprimem o total corte existente entre o PC e os portugueses. Por seu turno, a esquerda burguesa do socialismo de subsidiação, das grandes tenças e das dinastias familiares sentadas à mesa do orçamento, foi confrontada com a irrealidade em que vive num país cada vez mais pobre, mais desesperado e desiludido. Vi no olhar de João Soares a perplexidade de quem, tendo vivido as últimas décadas emparedado no aquário da opulência oligárquica, não quer ver na votação de Salazar um enorme cartão vermelho a tudo o que ele [Soares] representa para o "povo boçal e inculto".



Gostei, sinceramente, da prestação de Nogueira Pinto: calmo, sem condescendências artificiais, seguro e senhor numa posição a que muito poucos aspirariam, como ficou provado pelo medo que fez calar Leonardo Mathias, que ali mesmo resolveu desertar. Gostei, uma vez mais, da enorme coragem de Dacosta, que fulminou aquela gente ociosa, poseur e arrogante com verdades banidas das pantalhas pela censura informal que vigora nas redacções de jornais e televisões desta apagada e vil liberdade hemiplégica em que vivemos. Ontem, Salazar entrou na história pelo voto do povo. Agora, aquela historiografia à Rosas, adjectivadora, preconceituosa, intelectualmente desonesta e facciosa deixou de ter cabidela. Salazar descansa. Só ontem, verdadeiramente, por vontade popular, deixou de ser uma alma penada alvo do delírio obsessivo de uma ou duas gerações crispadas pelo ódio, indiferentes à passagem do tempo e agarradas a sinecuras que são escândalo para uma sociedade sem entusiasmo, sem esperança e sem futuro.

O impronunciável ganhou



Depois de dúvidas sobre o resultado do veredicto - sempre ameaçado pelos que consideram o povo "populaça", quando este vota ao arrepio do interesse do "país esclarecido" - a vitória de Salazar vem demonstrar que, afinal, os regimes passam mas a memória justiceira prevalece. Tudo foi tentado para intimidar, rebaixar, silenciar e minimizar o resultado de um concurso que foi, afinal, mais que um divertimento, uma autêntica votação retroactiva. Se não esperavam pelo resultado, terão ficado elucidados quanto à percepção popular daquele que é o mais alto valor que justifica um lugar cimeiro na história: o serviço da nação. Se o esperavam, não o querendo aceitar, é altura de compreenderem o aviso. Creio ter sido virada uma página na história emocional deste país. Salazar voltou para reocupar o seu lugar na memória colectiva.

25 março 2007

Europa sem Europa


A Europa dita da União apresenta-se-nos como uma soberba moldura inscrevendo a ausência de uma tela, uma bela encadernação sem miolo, um rico serviço de mesa sem refeição, uma partitura sem músicos. É uma construção nascida de genuínas boas-vontades, mas falta-lhe a razão integradora e o sentimento unificador. A Europa, tal como nos foi servida, duplica a visão que os burocratas, os homens dos dossiers e os tecno-juristas têm do real: esquemático, funcional como uma maquineta, previsível e sujeito a intervenções correctivas. É a síntese do pior Iluminismo, do mais pobre voluntarismo, da engenharia e da especialização, secções menores do positivismo. De fora ficaram aquelas realidades rebeldes que são, no fundo, os agentes determinantes da especificidade europeia: etnicidade, nacionalidade, cristianidade e humildade filosófica, mãe da aventura da especulação.



De uma série de lições dadas em Tubinga e Munique, entre 1947 e 1949, Romano Guardini produziu um texto que chegou ao português com o título O Fim da Idade Moderna. Nele, riscava com convincente verismo as sucessivas Weltanschauung prevalecentes no Ocidente da Antiguidade, na dita Idade Média e na Idade Moderna. Se para os Antigos os limites do mundo eram o limite do homem - não havendo um ponto fixo exterior, ao ponto da ideia de perfeição suprema não se afastar do Universo, um além no interior do todo último (Platão), ou um motor primeiro que anima o Universo, mas em estreita unidade causal com essa ordem (Aristóteles) - para os medievais, o ponto fixo exterior punha o mundo na essência e na realidade a partir do nada. Quanto à Filosofia Moderna, partiu das manifestações sensoriais da natureza para uma fenomenologia gnoseológica que se propunha ordenar e intervir na natureza (natura naturanda) , domesticada pela razão (natura naturanda) e instrumentalizada para servir a humanidade .



Da Antiguidade nasceu, pois, uma ideia de Homem (por antonomásia civilizado), sujeito de deveres e direitos na República, igual entre iguais. Da Idade Média, a ideia que o bom governo e a representação da sociedade política não mais seriam que a reprodução do plano divino, e da Idade Moderna o entendimento da política como servidora da realização e felicidade do homem.

Ao limitar a política a um conjunto de práticas tidas por simpáticas, mas às quais falta o entendimento do que é o bem comum europeu - cada vez mais reclamado por velhos regionalismos e pela cultura dos Estados-nação soberanistas ciosos de interesses de fronteira e prestígio - a Europa Unida transforma-se em adereço retórico sem substância. Ao negar a essencialidade matricial do cristianismo - somos cristãos pela cultura, quer o queiramos quer não - a Europa transforma-se numa vaga expressão cumulativa de experiências históricas desencontradas, até mesmo antagónicas, sem outro vínculo unitário que o dos dados históricos. Ao negar a herança de uma comunidade de saber - e da arrumação dos saberes - não pode a Europa reclamar a autenticidade de tudo o que a cultura, a sociedade e as ciências aqui produziram ao longo de séculos. Logo, uma Europa sem Constituição, uma Europa sem valores e uma Europa sem tradição intelectual em nada se pode distinguir de quaisquer outros projectos a surgir.



Falar de União Europeia sem a invocação destes três pilares, ou omitindo qualquer um deles, é negar a Europa.

Outras guerras


Adelita, Nat King Cole

Coisas espantosas de Portugal

No Hospital Egas Moniz, em Lisboa. Tirado de Don Vivo, uma das mais criativas e opinativas páginas a blogosfera.