05 dezembro 2007

Um dia para não esquecer (1): o sol vermelho

Seis horas da manhã, 22 graus, tempo "frio" para os tailandeses; o pino do inverno tropical (redoo nau). Acordo ao som de fanfarras. Na mesquita atrás da minha casa, o muezin chama os fiéis do alto do minarete. Uma enorme fotografia do Rei, em oração com muçulmanos, lembra que neste país budista todas as religiões e credos são tolerados, sendo o monarca o protector que a todas ouve, protege e pede lealdade. Faz hoje precisamente 80 anos que Bumibhol, rei da Tailândia, nasceu no exílio numa pequena cidade dos EUA. Sem paixão, mas sem juízos precipitados, desço do meu apartamento. À porta, no hall, um altar foi preparado ao longo da noite pelos funcionários do condomínio, mostrando o soberano com a regalia dos grandes dias, sentado e hierático como cabe a um homem tido como um deus pelos seus compatriotas.

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