05 dezembro 2007

Um dia para não esquecer (4): os pilares da autoridade







Hoje não há parada, mas as Forças Armadas - que estão no poder, diz-se com o beneplácito real - vieram em peso para desiludir quem pense em contra-golpes. Estamos a duas semanas das eleições que reporão a legalidade democrática, mas a Tailândia, mais que uma democracia constitucional, mantém-se uma monarquia. Aqui o Rei tem a última palavra a dizer. Oficialagem dos três ramos (tahan bok/ Exército; tahan rewa/ Marinha; tahan agard/ Força Aérea), mais Guarda Real, Milícias e Polícia enxameiam os passeios. As fardas são esplêndidas, impecáveis e altivas. Aqui respeita-se o uniforme. Soldado que se preze não o larga e a população adula-os com sorrisos e vénias. Vejo, também, aqui e ali, com o seu semblante ausente e meditabundo, monges budistas, de açafrão enrolados e sobrancelhas rapadas, como manda a tradição eremita siamesa.

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