05 dezembro 2007

Um dia para não esquecer (2): a alegria do povo chão


Saio de casa em em plena soi (ruela), cruzo-me com dúzias de pessoas cujos rostos me são já familiares: vendedores de rua, mulheres da limpeza, varredores, donas de casa, cauteleiros, polícias, idosos e crianças. Dir-se-ia não haver outra cor. Todos trajam de amarelo: o meu velho amigo que poderia ter saído de uma gravura orientalista de Oitocentos, o tal que me vende as papaias, as bananas e os abacaxis cumprimenta-me com um "viva o Rei". Adiante, um condutor de táxi-motorizada, diz-me que hoje não trabalha, pois está de festa e vai participar nas cerimónias do aniversário do Dia do Pai (o dia do Rei). O seu cão traja a rigor com o amarelo dourado da realeza.

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