05 dezembro 2007

A Grande Farra


A Point de Vue acaba de publicar os dinheiros de algumas listas civis de chefes de Estado. É edificante e merece reflexão:
Isabel II, 15.500.000 Euros
João Carlos, 8.050.000 Euros
Beatriz I, 5.600.000 Euros
Margarida II, 8.600.000 Euros
Carlos XVI, 5.200.000 Euros
Harald II, 15.000.000 Euros
Alberto II dos belgas, 9.542.000 Euros
Henrique do Luxemburgo, 650.000 Euro
Cavaco Silva, 16.000.000 Euros
Sarkozy 100 Milhões (!)
É claro que a dotação para Belém passa sempre entre as malhas da discussão parlamentar, sem que se fale no caso, especialmente na comunicação social. Que contraste com o passado. A estes gastos, temos que somar três presidentes passivos, cada um com as suas mordomias (escritório, carrão, chauffeur e secretária). O atelier da rainha D. Améli, passou para a posse de Sampaio, custando mais 800.000 ao erário. É claro que sai logo um republicano a terreiro dizendo que urgia recuperar o edifício ! Sugiro que para a comemoração da república, o presidente passe a consumir a mesma soma de há setenta anos atrás, como acontecia com D. Carlos. Na verdade, a dotação de D. Carlos I era exactamente a mesma desde o tempo de D. João VI e ainda por cima 20% era imediatamente cedida ao tesouro para minorar o défice. Ficava apenas com o dobro do salário de um ministro. Proponho, em conformidade, que em 2010 o Senhor Presidente receba o mesmo que o marechal Carmona em 1930, assim como o palácio de Belém passe a consumir o mesmo com que tinha de se arranjar naquela data. Havia de ser bonito, lá se iam as dótóras todas, os Mâcedes SLK e os assessores.

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