18 agosto 2007

A garra leprosa


O João chama a atenção: o Professor José Adelino Maltez , quiçá das poucas pessoas inteligentes e livres desta terra assolada pela pobreza de espírito, está a ser alvo de inadmissível perseguição pina-maniqueira. Porque tem obra; porque a coloca, com verdadeira vocação e mestria ao serviço daqueles que buscam na raíz das coisas a essência e destinação deste país dominado, amestrado e reduzido; porque não repete a cartilha e não se submete ao ranço do não-pensamento que dá empregos, sinecuras e cartas de nobilitação; porque o devora essa chama e afã de verdade e clareza que atormenta os espíritos livres, Maltez é incómodo. A garra leprosa, que macula, apodrece e mata tudo em que toca, a mesma que quer reduzir os funcionários do Estado a serviçais dos fanariotes que se julgam donos da coisa-pública, que vive do orçamento, o centuria pelos medíocres e caudatários, já só tem um argumento: cala-te e obedece. Assim vai caindo a noite.

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