31 julho 2007

Servir a Pátria


De um oficial do Exército recebi a seguinte nota, que julgo justíssima e animada daqueles princípios que deviam ser comuns a todos os portugueses, fardados ou paisanos. É evidente que me terei excedido - pedindo desculpas pela generalização - lembrando ter conhecido muitos militares acima de qualquer suspeita, prontos para o serviço do Estado e da Pátria. Ainda acredito que a maior ventura de um português é a de amar a Pátria e saber sofrer por ela.
MCB

Caro confrade «Combustões», já há algum tempo que sigo a sua actividade «bloguística» e devo dizer, que não concordando com algumas das suas ideias, sempre admirei o seu estilo e a sua forma de pensar fora do convencional.No entanto, há um dos seus posts com o qual não concordo em absoluto. Refiro-me em concreto ao post intitulado «A tropa do descalabro». E antes de continuar digo-lhe desde já que sou Oficial do Exército Português.Sobre o que lá escreve queria apenas dizer-lhe que é injusto fazer generalizações. Aliás você mesmo refere que só quando deixou funções operacionais é que constatou a existência de determinadas atitudes e posturas.Na realidade, e falo do meu ramo, porque o conheço, a maioria dos Oficiais, dedicam-se de corpo e alma à sua causa. Sacrificam-se, prescindem de tempo com a família, dizem presente quando são chamados, seja para ir para o Iraque e para o Afeganistão - se calhar não sabe, mas neste momento integramos uma missão da NATO no Iraque de treino de quadros locais. No mínimo será injusto incluir nessa sua acusação quem ainda acredita nos valores de defesa da pátria.Não lhe quero dar lições, mas apenas dizer-lhe que pode ser muito bom dizer que o rei vai nu, mas ao fazê-lo não se esqueça é de ponderar se isso corresponde à verdade. É que não é só você que ama o seu País e que poderá estar disposto a prescindir de tudo para o defender. E até lhe digo mais, a nossa motivação, ou até mesmo a crença nas instituições, não deve nunca depender da eventual motivação dos outros.Cumprimentos.

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