15 julho 2007

Não há democracia que resista


...a 63% de abstencionistas e 5% de votos brancos ou nulos ! Não há democracia que resista à invocação de uma ida à praia ou do estio para inimputar os causadores da deserção dos cidadãos do acto maior de escolher os seus representantes ! Não há democracia que resista a partidos sem militantes e isolados do conjunto da sociedade ! Não há democracia que resista a listas de candidatos a braços com a Justiça ! Não há democracia que resista a 12 primeiros-ministros em 30 anos ! Não há democracia que resista a investigações judiciárias a titulares de cargos públicos orçando 60% do volume de trabalho das polícias ! Não há democracia que resista a candidatos betas como os que se apresentaram ao eleitorado de Lisboa. Da conjugação de todos estes desastres poderá nada resultar no imediato, mas hoje estaremos, sem dúvida, naquele momento em que o regime, incapaz de se refazer, submetido ao jugo da mais férrea mediocridade, exprime falta de vontade para continuar.

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