06 julho 2007

Da impossível arte de furtar

De partida para o seu palácio de verão em Jehol, Xe Mai Ten Té - que poderia ser uma personagem do século XVII, pelo recorte clássico e sóbrio, sem exibicionismos renascentistas, provocadorismos à Setecentos ou alambicados românticos à Oitocentos - deixa-nos uma apetitosa estante de guloseimas sínicas. Infelizmente, a biblioteca está defendida por janízaros, mamelucos e turbantes vermelhos que defenderão com a vida o acesso a tão tentador espólio. Só esperamos que a paz de Jehol não seja perturbada pela visita de um qualquer bárbaro - de um gwei lo, um fantama branco - daqueles, como McCartney, que vêm com prendas e maquinetas para preparar o assalto.


Nunca Abandonar o Campo de Batalha (Ópera de Pequim)

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