21 junho 2007

Nem Remarque nem Jünger: um romance sobre o tempo dos mortos

Petersburger Marsch
Nem pacifista nem militarista, sem reflexão, contestação e pose face ao inelutável chamamento de Belona, um romance sobre os homens apanhados na engrenagem que os devorou e que se mantiveram humanos evocando apenas as pequenas coisas daquele tempo ante-cataclismico a que depois chamariam de Bela Época. De Edgar Maass (1894-1964), que deixou abundante obra ficcional infelizmente pouco conhecida, Verdun parece não seduzir pelo efeito artístico, nem por qualquer programa, mas pela terrível naturalidade com que a guerra e os seus desastres entraram pela vida de uma geração adentro. Acabado de comprar. Para ler, talvez, pelo verão.

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