20 junho 2007

Cavaco erra no destino


O Presidente da República é economista informado. Porém, conhecendo a realidade mundial, marcada pelo ascenso asiático, prefere visitar a maior vítima da emergência chinesa e indiana: os EUA. Para quando uma visita de Cavaco à Coreia do Sul, ao Japão, à Tailândia, Malásia e Singapura ? Sei que nas Necessidades a coisa está, por ora, perdida. Aqueles senhores não sabem onde fica o que quer que seja a leste de Estrasburgo, nunca leram, viram e mediram a intensidade quase estonteante do crescimento asiático, ignoram as potencialidades do bom investimento e das boas deslocalizações, ignoram que os bancos portugueses se poderiam fixar nesses mercados imensos, que o estudo da língua portuguesa conheceu um crescimento impressionante por acção conjugada da força brasileira e do bom trabalho realizado pelo Professor António Vasconcelos Saldanha no IPOR até ter sido eliminado pela inveja lisboeta. A diplomacia portuguesa é assim. O Presidente pode, como a Constituição insinua, desenvolver diplomacia paralela. Que o faça e não perca tempo com ranchos folclóricos, broas de mel e convívios com emigrantes saudosos.

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