24 maio 2007

Lembrar um grande insultado


A propósito da Lisboa Assassinada, recebi de Ana Cristina Duarte Ferreira o seguinte comentário, que subscrevo na íntegra:


Isto é tudo uma tristeza, comandado pelos empreiteiros-salteadores e patrocinado pelo grande legislador (qualquer PDM é um tricot de excepções, desde o "manisfesto interesse arquitectónico do projecto", o daquelas testas coroadas da arquitectura internacional que nos atiram com o seu retrato em cartaz como um vulgar anúncio de pasta dos dentes para promoção da torre de vidro e aço em corda, NADA VISTA...., à preferência pelo telhado-casota-de-cão "tipo" português e ao amarelinho chi-chi das fachadas dos edifícios "reabilitados"). De resto, a Câmara de Lisboa, e claro, todas as outras, estão atulhadas de funcionarecos, médios e superiores, de mão em concha, que há muito perderam a vergonha, ou nunca a tiveram, de suplicar uns morabitinos de ouro para derrubar qualquer entravezinho ao andamento da coisa...
Se olharmos, mesmo desatentamente, para um dos discursos de Duarte Pacheco, qualquer que seja, concluíremos mais uma vez, com insuportável angústia, que o objectivo modernidade abandonou há muitíssimo tempo as preocupações desta gente. E bem pode a História da Arte continuar a rir da casa portuguesa de Raúl Lino, a tal que nunca existiu, pois na sua solidez e ingenuidade (fabricada) era tão convicta ao lado das moradiazinhas-parténon, sempre, sempre, amarelinhas que para aí se fazem num piscar de olhos.

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