25 maio 2007

Gaffes Linosas e o ocaso deste regime


O homem não é pior nem melhor que os outros; é igual à generalidade dos ministrozecos que temos. Chegámos a um ponto de não retorno na vida do regime em que só aceitam lugares na governança aqueles que nada têm a perder ou aqueles que, de todo, perderam o sentido do ridículo. Aquele ar de Zé Povinho alvar, a incontinência verbal e desbragamento não diminuem em nada o governo. Ontem vi-o, perante as câmaras, impudente, coçando os testículos. Afinal, como todos os outros, trata-se de figura insignificante, grosseira e semi-letrada que convive perfeitamente com a ideia há muito instalada de que os políticos não são mais que o reflexo de um país que se conformou com a mediocridade, a grosseria, a irresponsabilidade e a impunidade. Lino é ridículo, o governo é ridículo, o presidente abúlico, o regime uma inconsistência. De governo em governo, de primeiro-ministro em primeiro-ministro, temos assistido, entre o gargalhar e o choque, a uma tal parada de trapalhões, mentecaptos e inimputáveis, tão afoitos na arte de cobrir o regime de ridículo que dir-se-ia trabalharem para o afundamento desta 3ª República. O que se seguirá ? O que nos espera ainda ? Quem poderá salvar o regime da anedota em que redundou ? O grotesco suplantou as expectativas mais reservadas. Vivemos em plena era da anedota.


Circo trágico

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