25 abril 2007



Tempo de trevas
Foi depois da traição
De quem lhe foi guerreiro e missionário
Que o ergueram no alto do calvário
Com um cravo de sangue em cada mão.
Ladeiam-no ladrões, o escárnio da escória
E um bando de soldados
Que lhe perdeu aos dados
Cinco séculos de História
Tudo é treva e dor.
(Prouvesse Deus que fosse nevoeiro !)
Chegou o instante derradeiro ?
Chegou ao extremo o estertor ?
Como é lenta a agonia !
Como ele morre devagar !
Quanto tempo teremos de esperar
Pelo terceiro dia ?

António Manuel Couto Viana, in Ponto de não Regresso

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