27 abril 2007

Escória, escumalha e outra ralé


Começa a ser difícil exercer o nobre ofício de polícia em Portugal. Como se não bastasse os bairros problemáticos, as linhas de tensão e as zonas de risco - como gostamos de categorizações "científicas" retiradas a forceps do patuá das sociologias e outros saberes ocultos ! - acabamos de entrar no clube dos OKUPAS, dos ANTIGLOBALIZAÇÃO e dos ANARCAS, coroando a imparável adesão do país à Europa civilizada. A escória piolhosa que anteontem vandalizou a baixa - sim, vi-os na Rua Garrett e senti náuseas - é a primeira safra de pequenos facínoras saídos desses ateliers sociais acobertados pela presença da extrema-esquerda no Parlamento. Há, aqui, bem como na Dinamarca, na Holanda, na Alemanha e em Itália, uma relação mimética entre a presença no Parlamento de deputados anti-lei e a laicização de comportamentos e práticas punidos pelo Código Penal. Sempre que tal escória acede as cadeiras tribunícias, a polícia torna-se vulnerável, o pacato cidadão inseguro, o empresário exposto às intempestivas arremetidas dos loucos da liberdade. Assim foi na Itália e Alemanha dos anos 70, assim foi na Dinamarca e Holanda dos anos 90.



A extrema-esquerda é um viveiro de terrorismo urbano, um acicatador do consumo de drogas, um dilecto aliado dos traficantes de carne branca, pelo que deve ser denunciada por aquilo que motiva e não pelo que diz representar. Estranho que os media, sempre vigilantes na denúncia de perigos políticos de signo oposto ao dos OKUPAS, tratem de relativizar, suavizar e dulcificar tal gentuça. Importa reprimir essa ralé, mas impõe-se denunciar a protecção que lhe é dada por partidos políticos bem conhecidos. Os advogados, quem os arranja e paga ? E quem organiza as campanhas mediáticas, as oportunas e certeiras colunas opinativas nos jornais, a entrevista certa na televisão, a cândida desculpabilização do "são jovens, só queriam celebrar a liberdade" ? Há na extrema-esquerda aquilo a que na convulsa França dos anos 30 alguém chamou de profiteurs de jeunes. Na Roma Antiga o doctor era o tratador dos gladiadores, antes da Filosofia, do Direito e da Medicina se apropriarem do título. No Parlamento actual há quem queira recuperar a pureza da etimologia, lançando nas ruas as sementes inquinadas da literatura de cordel dos Marcuse, dos Fromm e dos Guy Debord, a tal que gerou as Brigadas e os Bader-Meinhof e agora treina afanosamente os gladiadores dos amanhãs cantantes.

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