09 abril 2007

9 de Abril: lembrar os portugueses atirados para o matadouro pela República


Passam hoje 89 anos sobre a "batalha" de La Lys, o maior desastre militar português desde Alcácer Quibir. A responsabilidade ? A república portuguesa, que ao contrário do que conta a lenda, não se envolveu no cataclismo para defender o Império, mas para ganhar o reconhecimento das potências. A Grã-Bretanha e a França tudo fizeram para evitar a entrada de Portugal na contenda, pois a abertura de hostilidades por parte de Portugal iria vulnerabilizar ainda mais a difícil situação Aliada na África Austral. La Lys não foi uma batalha, foi um massacre. Limitou-se a uma barragem de artilharia alemã e subsequente assalto a trincheiras coalhadas de mortos e mutilados. Os oficiais que não foram capturados fugiram como lebres, os sargentos idem, abandonando tudo num tropel que ofenderia para a eternidade o brio do Exército. Os sobreviventes - com o mitificado soldado milhões - ou se renderam, sendo bem tratados pelos alemães, que lhes renderam todas as honras, ou esgueiraram-se pela terra devastada, recolhendo à rectaguarda onde, até ao fim da guerra, fariam trabalhos sujos de faxina e vazamento de latrinas. O mito de La Lys é o que é. A república nunca se penitenciou dessa tremenda falta.

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